Alessa de Luca
Fazia anos que não praticava um parto natural, já que sempre me interessei pelo centro cirúrgico, podia pedir para a Carmem assumir e fazer o que fosse possível para manter a Núbia viva para cuidar de seus bebês.
Mas com o olhar mortal que a Carmem dava para a mulher que me considerava uma irmã, por ter certeza que em poucos dias estaria sendo forçada a casar com o seu marido, acho melhor assumir o parto.
Começo a pedir tudo o que será necessário para poder manter os bebês aquecidos, me ajoelho na frente dela e lhe entrego um tecido torcido para ajudar a fazer força.
— Núbia, você precisa puxar de mim ao mesmo tempo que faz força para baixo. — Via em seu rosto o medo que sentia.
— Estou com medo irmã. — Toco em seu rosto.
Tento tranquilizar Núbia, sei que esse momento é aterrorizante e em talvez sete ou oito meses estarei passando pelo mesmo. O pavor começa a se instalar em meu coração, ainda mais se Kalil perceber que estou grávida do meu marido, ele me dará uma surra até que perca o meu bebê.
— Eu sei Núbia, mas pense no depois, em como será maravilho ter esses bebês nos braços. — Digo olhando para a cabecinha que está tentando sair dela.
A respiração dela começa a ficar entrecortada, Carmem ajuda forçando a contração a expulsar o primeiro bebê do seu útero. Todas as outras mulheres começam a reclamar ao nosso redor, pensam que faremos algo para machucar a Núbia ou os bebês.
Nunca faria mal a ela e nem aos seus filhos, me afeiçoei a Núbia e Miriam, pela forma que elas cuidaram de mim e me protegeram de todos os homens daqui.
Sei que a Carmem não teve a mesma sorte, já que ela sempre se rebelou e tentava fugir ou machucar qualquer um deles, ela e Oliver estão ainda vivos porque implorei por eles, precisei me ajoelhar na frente de Kalil e me submeter aos seus desejos.
Por sorte, Núbia e Miriam viram que fui verdadeira e me acolheram como uma delas e fizeram com que nunca fosse tocada por nenhum deles até que a Núbia tivesse os bebês. Por sorte, Kalil esta obedecendo a sua mãe e se mantém longe de mim.
Vejo o quanto Núbia começa a se cansar fazendo força e sem a evolução do primeiro bebê sair, as mulheres começam a se agitar ao meu redor, deixando a mulher a minha frente ainda mais apavorada do que estava.
— Núbia, não as ouça, estou ao seu lado e vamos trazer os seus filhos ao mundo para conhecer as bençãos de Alá, respira fundo e empurre…
Ela trinca os dentes, seus olhos fixam nos meus e a vejo confirmar com a cabeça, seguro em sua mão para lhe passar confiança. Seguro em seus joelhos e Carmem ajuda a fazer força, quando olho para baixo a cabecinha do primeiro bebê.
— Isso, a cabecinha já saiu… — Uma emoção me toma e me empolgo com a oportunidade de trazer uma vida ao mundo.
O corpo dela tomba para trás com o cansaço que está sentindo, retiro o cordão umbilical do pescoço do pequeno bebê, ajudo a virá-lo, para entrar na última posição da expulsão.
— Só mais uma vez e o primeiro bebê vai para o seu colo irmã… — Sorrio e a vejo concordar.
Ela fecha a boca segura na mão da Miriam que lhe diz algo, Carmem aperta em seus ombros lhe dando coragem.
— Vamos querida, você consegue…
Seguro o bebê que começa a escorrega e como nos diversos vídeos que já vi, ele escorrega pelo canal e vem direto para o meu colo, é impossível não me emocionar com o bebê que chora em meu colo, ganhando o mundo em um choro alto e forte.
— Temos um menino, forte e saudável. — Seguro ele pelo pescoço e pernas, entrego-o a sua mãe que chora de emoção ao ver a criança que lhe entrego.
As mulheres ao nosso redor começam a fazer um barulho com a língua comemorando o nascimento de um menino, do primogênito daquele canalha, cretino que merece morrer por tudo o que fez comigo.
Vejo a sua felicidade beijando a pequena criança que estava chorando ainda em cima do seu peito, as mulheres começam a querer limpar o bebê e a vestir. Deixo que elas cortem o cordão umbilical.
— Olha só Carmem, meu primeiro parto e não desmaiei. — Digo me divertindo.
A vejo revirar os olhos e apalpar a barriga ainda grande da Núbia, já que o outro bebê ainda estava ali.
— Temos que virar o bebê, ou perdemos os dois. — Vejo o rosto da Núbia se contorcer.
Toco em sua barriga que estava dura pela contração e troco de posição, fico ao seu lado, levanto ainda mais a sua túnica e deixo a sua barriga a mostra, olho ao redor e um óleo perfumado que Núbia adora estava ali perto, pego uma quantidade grande e passo em sua barriga, fazendo um grande círculo.
Conseguia sentir a cabeça e o bumbum do bebê em posições desfavoráveis.
— Núbia, vai doer, mas preciso fazer isso ou esse bebê não nascerá. — Digo.
Uso toda a força que tenho e com destreza consigo virar o bebê para a posição certa, entre uma contração e outra, via em seu rosto que estava exausta e implorava que tirasse o bebê de uma vez de dentro dela.

Comentarios
Los comentarios de los lectores sobre la novela: O PAI DA MINHA AMIGA
Tem até o capitulo 61?...
Gente eu simplesmente amei a história autor de parabéns 💘...
continua...
amei o livro, parabéns, continua quero ler mais👏👏...