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O PAI DA MINHA AMIGA romance Capítulo 58

Mattia de Luca

Meu corpo implorava para sentir a minha esposa, mas podia enxergar que ela estava frágil, cansada e muito debilitada, precisa mais de cuidado do que de prazer nesse momento.

Fico olhando seu corpo relaxando enquanto fazia carinho em seu rosto e via a sua respiração se tranquilizar até que ela estivesse dormindo. Deixo um beijo em seus lábios e saio da cama.

Visto a roupa que estava e saio do quarto indo em direção à sala onde provavelmente Salim deva estar. Olho mais uma vez para a cama onde minha esposa cochilava e respiro com alívio vendo ali, segura.

Caminho até onde Salim e Laís devam estar conversando nesse momento, a casa estava um pouco mais tranquila nesse momento, via que todos estavam felizes e sorridentes em minha direção. Mas assim que passo pelos arcos da sala onde a mesa de refeição ficava, via que o clima estava pesado.

O olhar preocupado do Salim ao me ver me deixa inquieto, ele aponta para uma das almofadas ao lateral, via a Laís ao lado de um homem que não reconhecia e o major que sumiu com a minha esposa e a amiga médica.

— Mattia, quem a levou foi o Kalil se vingando do que aconteceu com ele na noite que o torturamos por tocar a Alessa! — Laís diz.

Franzo o meu cenho e me preocupo com o que ouço da Laís, me sirvo com um pouco de chá e olho para o major, ele estava bem machucado, com um dos olhos fechados e com um tampão cobrindo o seu olho.

— Fiz o meu melhor, para proteger a sua esposa e a minha mulher, mas nem sempre consegui proteger a Carmem. — Ele diz e baixa o seu olhar.

— Acabamos descobrindo que Kalil e alguns homens foram infiltrados pelas pessoas que são contra a forma como o sheik Al-Makki governa o Sudão! — O homem que não conhecia fala.

— Minha mãe e meu babi, estão vindo para resolver essa pequena situação. — Olho de Laís para o Salim.

— Posso ajudar de alguma forma? — Pergunto.

— Infelizmente não, meu amigo, queria muito ter vocês aqui durante o aniversário de minha neta, mas creio que a minha casa não será segura para nenhum de vocês. — Olho para todos e fico preocupado.

— Devo então cancelar que a minha filha venha? — Me preocupo com o fato de acabar de descobrir que serei avô.

— É o melhor, prometo que assim que tudo isso se resolver irei visitá-lo para saber como está a sua empresa! — Ele sorri.

Olho para todos na mesa mesmo com a enorme tensão que sentia do homem que estava com a Laís, e até mesmo com Salim, talvez seja porque a situação, seja mais grave do que eles estejam querendo expor.

Mas não podia fazer nada, ainda mais com a minha esposa grávida e se recuperando, faço a minha refeição com eles, aproveito mando uma mensagem para a Giulia avisando para retornar, já que eles iam fazer uma pequena escala.

Subo para o quarto ao lado com o major ao meu lado, mesmo ele precisando de cuidados médicos, me pediu que o levasse comigo e com a Alessa. Jamais deixaria o homem que foi mutilado por proteger a minha esposa.

Devo a vida dela e da esperança que ela carrega dentro de si.

Entro no quarto e minha esposa ainda dormia tranquilamente, podia ver que ela estava muito cansada, provavelmente mal dormia, devia ficar sempre em vigia para evitar que aquele desgraçado fizesse algo.

Arrumo todos os meus pertences na pequena bolsa que estava no closet, faço tudo o mais rápido possível, já que eles estão muito preocupados. Com tudo arrumado me deito ao lado de Alessa e faço um carinho em seu rosto, beijo com carinho o seu nariz e arranho sua dele com a minha barba.

— Espero que tenha me acordado para fazer amor comigo. — Deixo uma risada escapar ouvindo o desejo de mì ragazza.

— Infelizmente não, precisamos ir embora. — Digo e a vejo se assustar.

— O que houve? — Sorrio e tento acalmá-la.

— Nada possamos resolver, Salim preparou o seu jatinho para podermos sair em segurança.

— Tudo bem, vou me arrumar e logo poderemos sair. — Ela diz.

— Calma, preciso sentir o seu cheiro mais uma vez. — Entro com ela entre meus braços.

Afasto o roupão felpudo que ela estava usando, abocanho seu seio direito e deixo o desejo falar mais alto, sei que temos que correr para deixar que Salim resolva os problemas de sua vida. Mas porra estou com saudade do corpo da minha esposa.

Ouço os seus gemidos enquanto arranco aquele roupão que ela estava usando, suas mãos puxam a túnica que coloque quando sai do quarto e nossos olhares se conectam.

— Sei que está preocupado, mas preciso de você tanto quanto precisa de mim. — Ela me diz.

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