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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 14

POV DARIUS.

A voz reverberou em minha mente, insistente:

— Darius… — Dessa vez, a voz era inconfundível. Aquele tom forte e leal que eu conhecia bem. Era meu beta, Gabriel.

Um sentimento inesperado de alívio e contentamento me invadiu. Minha conexão com a alcateia foi restabelecida, finalmente. Senti o peso da distância e da escuridão, que me acompanhavam desde que tomei aquela m*****a poção que afetou todos os meus sentidos e bloqueou meu lobo.

— Gabriel — respondi, firme. Houve um silêncio breve, então uma vibração de alegria ressoou em minha mente, como uma onda que só um lobo poderia sentir.

— Alfa! — a voz de Gabriel se encheu de energia, quase uma explosão de euforia. — Você está vivo! Eu… estamos há tanto tempo esperando uma resposta… Onde você está? — Perguntou Gabriel, agitado por conseguir falar comigo.

Suspirei. Onde estou… Como explicar que me encontrava em um celeiro, devido a uma poção que me manteve debilitado e preso neste lugar? Como dizer que havia encontrado minha companheira de segunda chance e ela havia salvado minha vida? Preciso ter cautela com as minhas palavras. Não queria que ninguém soubesse sobre Alice, por enquanto.

— É uma longa história, Gabriel. Acredite, uma longa e complicada história. — falei sério.

Pude sentir a respiração pesada de Gabriel na minha mente, como se ele estivesse contorcendo as garras na terra, agitado, para contar algo que me irritaria.

— O reino está uma bagunça sem você, Darius. A alcateia está vulnerável sem seu alfa. Fomos atacados em sua ausência. Mas não se preocupe, — ele completou rapidamente — cuidamos de todos os invasores, matamos cada um deles. Mas, sem você aqui… Precisamos de você de volta, meu rei. — Disse Gabriel, preocupado com a minha ausência. Meu maxilar se contraiu, apertando. Era difícil ouvir que minha ausência havia deixado minha alcateia vulnerável. Tudo porque fui traído.

— Escute, Gabriel — falei, minha voz fria e inflexível, com meu tom autoritário. — Preciso que você siga uma ordem. — falei.

— O que você precisar, meu rei. Só diga e eu farei, — ele respondeu prontamente, com sua lealdade inabalável.

— Prenda todos os anciões da alcateia. Todos. Jogue-os na masmorra. Fui traído por um deles, e não confio em nenhum deles agora. Não os deixe sequer ver a luz do dia. — Ordenei.

— Sim, meu rei alfa supremo. Considere feito. — Disse Gabriel sem questionar. Meus betas são leais a mim e não me questionam jamais.

— Perfeito. Quero todos eles longe do conselho e isolados. Que sintam o frio e o vazio das masmorras. — Comuniquei friamente.

— Eu não posso acreditar que você está considerando abandoná-la, Darius. Alice é nossa chance de sermos completos outra vez, de reverter a maldição que nos destruiu. Ela é nossa companheira, mesmo que você se recuse a aceitar isso. Eu já a aceitei, e você não pode me negá-la. — Falou entre rosnados.

— Não estou te negando nada. Só preciso que entenda que a alcateia precisa de nós nesse momento. Alice ficará bem, prometo que voltaremos rapidamente para buscá-la. — Falei. — Alice é humana, não faz parte de nosso mundo, e minha responsabilidade é com o reino, ainda não é hora de saberem de sua existência. — Comentei. Baltazar estava agitado, sua presença pulsava em minha mente.

— E quem vai protegê-la quando estivermos longe? Quem impedirá que outros lobos, ou mesmo humanos, a machuquem? Conosco longe, ela estará exposta. — Argumentou Baltazar.

Respirei fundo, sentindo a dúvida se espalhar dentro de mim. A imagem de Alice, com seus olhos preocupados e suas palavras sinceras, aparecia diante de mim. Ela me chamou de “lobinho”. Aquela humana… de onde tirava tamanha coragem para me abraçar, para sorrir ao meu lado, como se eu não fosse uma fera mortal? E agora, ela ficaria sem proteção?

— Você está me pedindo para escolher entre ela e a alcateia, Baltazar? — perguntei, em voz baixa, a tensão em cada palavra.

— Estou dizendo que talvez essa escolha já tenha sido feita, Darius. Talvez você já a tenha escolhido e ainda se recuse a aceitar. — Falou firme. As palavras de Baltazar pairaram no ar, carregadas de verdade e dúvida. Meus pensamentos estavam uma tempestade, um turbilhão de emoções contraditórias.

— Você quer que eu abandone minha alcateia para ficar aqui com nossa companheira humana?

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