Entrar Via

O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 20

POV ALICE.

Eu ainda estava sentada no chão do celeiro, acariciando a cabeça do lobinho que se deitara ao meu lado, com a cabeça no meu colo. Por um instante, me esqueci de tudo, de Luís, da confusão, do olhar contrariado que ele lançou ao sair. O lobinho me transmitia uma sensação estranha de conforto e cumplicidade. Ainda assim, era impossível ignorar como ele reagira à presença de Luís. Devo confessar que tive medo dele atacar meu amigo Luís.

— Você não gostou nada dele, não é? — murmurei, deslizando os dedos pelo seu pelo macio. O lobo apenas fechou os olhos, parecendo relaxar sob o toque, mas percebi que ele respirava fundo, como se ainda estivesse irritado. — Mas não precisava ter assustado ele assim… Luís é meu melhor amigo, ele e Abigail. Ele nunca me faria mal. — Falei para o lobo, que permanecia de olhos fechados, mas bufou como se estivesse insatisfeito com meu comentário.

Depois de um longo silêncio, decidi que era hora de voltar para casa. O lobinho permaneceu deitado, apenas me observando com seus olhos intensos e atentos, quase como se soubesse se pudesse sentir o que eu sentia. Era estranha essa sensação que eu tinha por ele.

— Volto amanhã, está bem? — disse, me afastando lentamente. Ele não se moveu, mas seguiu cada passo meu com o olhar, o que me deixou com um aperto estranho no peito.

Ao sair do celeiro, o ar frio da noite me envolveu e segui o caminho para casa em passos lentos, imersa nos pensamentos. Assim que cheguei, encontrei minha mãe parada na porta, de braços cruzados e expressão preocupada.

— Alice, que confusão era aquela no celeiro? — perguntou, a voz carregada de desaprovação. Suspirei, já esperando pela repreensão.

— Mãe, o Luís assustou o lobinho… ele rosnou, e o Luís quase saiu correndo de medo. — Falei divertida. Minha mãe balançou a cabeça, desaprovadora.

— Alice, você não pode ficar com esse bicho aqui. Amanhã ele precisa ir embora, antes que cause mais problemas. — disse mamãe, insatisfeita como sempre com a presença do lobinho.

— Mas ele não fez nada, mãe! Só reagiu porque o Luís invadiu seu espaço, o assustando. O lobinho é inofensivo — defendi, tentando explicar, mas sabia que ela não mudaria de ideia tão fácil.

— Inofensivo? É um lobo selvagem, Alice! Você precisa parar de tratar aquela fera como se fosse um animal de estimação — ela replicou, com o olhar firme. Seu tom deixava claro que não haveria discussão. Suspirei, derrotada, mas tentando controlar minha frustração.

— Tudo bem, mãe… — murmurei, sentindo o peso das palavras. Ela relaxou um pouco a postura, mas continuou me observando atentamente.

— Alice, o que está acontecendo? — perguntou, com uma expressão curiosa, mas com um tom preocupado. Respirei fundo e virei para encará-la, tentando esconder o pânico.

— O… o lobo sumiu. Você deixou a porta do celeiro aberta? — Perguntei, tentando não parecer acusatória, mas incapaz de esconder o desespero na voz. Ela franziu o cenho e cruzou seus braços.

— Não, claro que não. Eu nem entro naquele celeiro! Não tenho nada a ver com isso. — Disse mamãe com um olhar sério.

Passei as mãos pelos cabelos, frustrada, e encarei o vazio à minha frente. Minha mãe me olhava com um misto de irritação e preocupação, e não pude evitar o pensamento que vinha à minha mente como uma punhalada. Ele havia ido embora.

— Ele foi embora… — murmurei.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.