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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 41

Capítulo 41

Dolores respirou fundo, sentindo aquela ferida antiga se abrir outra vez. Ela se levantou devagar, contornou a mesa e parou diante dele. Não o tocou, mas estava perto o suficiente para sentir o calor do corpo grande e tenso.

— Zacky… — começou com a voz baixa. — Aquilo que o André disse foi mal colocado. Eu nunca… nunca fiz nada com você por interesse. Nem naquele dia, nem em nenhum outro.

Ele se encostou na cadeira com os braços cruzados, o olhar vacilou por um segundo.

— Mas você deixou que eu acreditasse nisso — respondeu, seco.

— Porque eu estava em choque — disse, sem elevar a voz. — Porque eu estava tentando entender como tudo tinha desmoronado tão rápido. E quando tentei explicar, você já tinha erguido um muro.

Silêncio.

— Esse comercial… — ela continuou — não é sobre usar você, nem me usar. É trabalho.

Ele descruzou os braços lentamente.

— E o beijo? — perguntou. — Pra você é só trabalho?

Ela sustentou o olhar.

— Com um estranho, seria atuação. Técnica. Vazia.

Fez uma pausa curta, sentindo o coração acelerar.

— Com você… não sei fingir.

As palavras ficaram no ar.

Zacky passou a mão pelo rosto, respirando fundo. Aquilo não era fácil. Nada era simples quando se tratava dela.

— Eu não gosto da ideia de outro homem te beijando — disse por fim, honesto. — Nem um pouco.

— Nem eu gostaria — respondeu de imediato. — E agora você sabe.

Ele a encarou por longos segundos, avaliando não só a proposta, mas tudo o que ainda existia entre eles: ressentimento, desejo e medo.

Ele descruzou os braços devagar.

— Então é isso — murmurou. — Não é só sobre o comercial.

Ela não negou.

— Nunca é só sobre o trabalho — completou ele, passando a mão pelo rosto. — Mas se eu disser não… você vai fazer do mesmo jeito. Com outro.

Dolores assentiu, quase imperceptível.

O silêncio voltou a ficar denso, até ele soltar um suspiro longo.

— Eu aceito.

Ela ergueu os olhos imediatamente.

— Aceita?

— Aceito o comercial — corrigiu, firme. — Não porque estou confortável. Nem porque gosto da ideia. Mas porque prefiro estar ali do que imaginar outro homem no meu lugar.

Ele se levantou e ficou olhando nos olhos dela.

— Quando vai começar as filmagens?

— Depois de amanhã.

Ele assentiu lentamente.

— Ótimo. Amanhã vemos o sexo do bebê, que é o mais importante — disse, por fim. — E fico mais um pouco para te ajudar com o comercial.

Dolores sentiu algo quente se espalhar pelo peito. Ela sorriu. Por um segundo, teve vontade de beijá-lo em agradecimento.

Mas conteve o impulso.

Sabia que aquele momento era delicado demais. As coisas entre eles estavam começando a se ajeitar. Um gesto errado poderia bagunçar tudo outra vez.

— Obrigada — disse apenas.

Ele concordou. Ela o levou de volta ao salão principal da boutique. Victor estava próximo a uma vitrine, gesticulando animadamente enquanto falava com a vendedora, quando os viu se aproximando.

— Victor — chamou.

Ele se virou no mesmo instante… e congelou.

— Meu Deus… — levou a mão ao peito, arregalando os olhos ao encarar Zacky de cima a baixo. — Você voltou. Eu sabia. Essa boutique atrai homens perigosamente lindos.

Dolores pigarreou, tentando conter o riso.

— Victor, este é o Zacky. Zacky, Victor. Ele é o diretor criativo da marca.

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