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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 86

Capítulo 86

Ele se acomodou em uma mesa e começou a saborear o doce lentamente, observando o ambiente com cuidado. O dono da padaria não estava ali — aquele velho chato que sempre dava em cima das funcionárias — restavam apenas Brígida, o chapeiro e outra atendente.

Perfeito. Talvez seu plano desse certo; poderia conversar um pouco mais com Brígida e, quem sabe, descobrir detalhes sobre os recém-casados.

Enquanto mastigava, pensando na sorte que tinha, viu Brígida sair pela porta dos fundos, segurando um cigarro. Henrique sorriu, baixinho:

— Seu azar é ser viciada…

Levantou-se fingindo ir ao banheiro, mas no meio do caminho mudou discretamente a rota e saiu pela mesma porta dos fundos. Parou a alguns metros, observando-a puxar a fumaça do cigarro recém-acendido.

Finalmente, chegou o momento. Com seu charme e manipulação fariam Brígida baixar a guarda. E depois… depois que conseguisse o que queria, seria mais uma entre tantas que Henrique já havia usado ao longo da vida.

Ele se aproximou de Brígida com um sorriso leve, ele até parecia ser inocente. Só parecia.

— Ei, você fuma aqui fora sempre? — perguntou, com a voz baixa e sedutora.

Brígida se assustou um pouco, mas não deixou transparecer.

— Às vezes, quando preciso de um tempo… — respondeu, soltando mais uma baforada de fumaça.

— Um tempo? — ele repetiu, inclinando-se um pouco, aproximando-se do cheiro do cigarro. — Deve ser bom ter um lugar tranquilo assim, longe da correria… e das fofocas, não é?

Ela riu nervosamente.

— Sim… algo assim.

Henrique se apoiou casualmente na parede, observando cada gesto dela.

— Eu sempre achei que pessoas como você mereciam mais atenção. Não só do trabalho, mas de quem realmente percebe… sabe?

Brígida corou, e ele percebeu. Isso era bom. Ela ainda não sabia do perigo por trás do charme dele.

— Você parece… — ele pausou, como se pensasse na palavra perfeita — interessante. Diferente.

Brígida ficou pensativa. Tinha 21 anos e nunca teve nada sério. Dois namorados, ambos sem grande importância; o último tirou sua pureza e desapareceu, deixando apenas lembranças confusas. Ela sempre acreditou que era por estar acima do peso, e essa ideia a fazia sentir-se insegura e triste.

Mas agora… aquele loirão lindo parecia vê-la de um jeito diferente. Era difícil não desconfiar, afinal, ele já tinha olhado uma vez para a perfeição em pessoa: Juliana. Mas talvez estivesse enganada. Talvez ele se desiludiu com a prima dela, que agora estava casada, e tivesse uma chance de despertar o interesse dele.

Henrique sorriu de lado, deixando o olhar deslizar lentamente pelo rosto de Brígida. Cada gesto seu era calculado: a inclinação do corpo, o jeito como falava, deixando espaço para ela se sentir atraída.

— Você tem um sorriso bonito — disse baixinho, quase um sussurro. O movimento fez com que o corpo dela se aproximasse sem perceber.

Ela sentiu o coração disparar. Não conseguia decidir se era o charme dele ou a confiança inata que a deixava hipnotizada.

Ele deu outro passo, tão próximo que o cheiro dele misturava-se ao perfume que ela usava, doce e marcante. Brígida sentiu as pernas fraquejarem levemente, mas tentou manter a postura.

— Sabe… — continuou ele, com a voz baixa e grave, quase roçando o corpo dela — nunca conheci alguém que me deixasse curioso desse jeito.

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