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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 85

Capítulo 85

O sol estava se pondo, quando a moto de Henrique parou em frente à chácara da tia. O lugar estava quieto.

Ele desligou o motor e ficou alguns segundos parado de capacete, observando a casa à frente.

- Sempre gostou de se meter onde não devia... - murmurou.

Empurrou a porteira sem dificuldade. A luz da sala estava acesa.

Isaura estava sentada à mesa, com o óculos na ponta do nariz e alguns papéis espalhados à frente. O coração falhou uma batida.

- Eu sabia... - disse, com a voz firme demais para alguém que sentia medo. - Você não sabe bater?

Henrique entrou devagar, fechando a porta com um cuidado exagerado. Tirou o capacete e o colocou sobre o aparador, como se estivesse em casa.

- Boa noite, titia.

Ela se levantou, mantendo distância da mesa.

- Veio me ameaçar de novo? Já disse o que tinha pra dizer.

Henrique sorriu. Um sorriso frio, sem humor.

- Não. - Ele deu mais um passo à frente. - Vim resolver.

Isaura engoliu seco.

- Você acha mesmo que eu estou sozinha? - mentiu. - Se algo me acontecer...

- Já chega.

O olhar dele caiu sobre o papel dobrado em cima da mesa.

- Sempre dramática.

- E você não vai escapar de novo.

Henrique se aproximou até ficar a poucos centímetros dela.

- Eu já escapei uma vez - sussurrou. - E não vai ser você que vai me impedir agora.

Ela tentou recuar, mas sentiu as costas encostarem na parede. O medo finalmente venceu a coragem.

- Henrique... pense no seu pai...

O nome pareceu atravessá-lo por um segundo. Mas passou rápido.

- Foi por ele que você se calou antes - respondeu. - E é por mim que vai se calar agora.

Isaura abriu a boca para gritar. Do lado de fora, não se ouviu nada.

Alguns minutos depois, a casa voltou ao silêncio. Apenas o tic-tac antigo do relógio na parede marcava a hora.

Henrique saiu, trancou a porta por fora e guardou a chave no bolso da jaqueta.

Antes de ir embora, olhou para a casa uma última vez.

- Agora... ninguém mais sabe - murmurou.

Ligou a moto e sumiu pela estrada de terra.

Casada?! A palavra se repetia em sua cabeça como um insulto.

Ele atravessou a rotatória da cidade sem diminuir a velocidade e seguiu direto para a casa que agora voltou a chamar de lar. Estacionou a moto, entrou e fechou a porta com força.

Jogou o capacete sobre o sofá e foi até a cozinha. Abriu a geladeira, pegou uma cerveja e bebeu direto do gargalo. O líquido desceu amargo.

— Então o cowboy foi mais rápido… — murmurou, rindo sem humor.

Sentou-se à mesa, apoiando os cotovelos, e fechou os olhos por um instante. A imagem de Juliana foi nítida demais em sua mente.

Ele não escolheu Juliana por acaso, pensou.

Ele escolheu segurança. Escolheu o passado. Escolheu Penélope.

— Essa palhaçada é uma ilusão — murmurou, com raiva.

Levantou-se e foi até o quarto. Abriu um armário antigo, afastou algumas caixas e puxou um coldre cheio de pó.

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