O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 405

— Você me seguiu. —

Anthony disse, na atmosfera deprimente, com sua voz profunda preenchendo cada canto do espaço fechado. Preenchia, ecoava e pesava no seu peito de Anne, que respondeu:

— Não, o designer me chamou porque houve pequenas mudanças na reforma. —

Por que diabos ela o seguiria afinal? Ela não tinha interesse algum em Anthony e o evitava como uma praga. Ela só estava lá por causa do rastreador nele, era essa a razão de sua presença! No entanto, mesmo com o rastreador, ela ainda acabou esbarrando nele. Até mesmo o rastreador parecia sacaneá-la.

— Desde quando você fala daquele jeito comigo? E o que foi que você quis dizer? — Anthony questionou com uma voz de repreensão, tentando transmitir uma sensação de intimidação, sugerindo que fosse algo que era melhor a moça não repetir.

Anne instantaneamente compreendeu a que ele estava se referindo. Aqueles acontecimentos passados, quando eles ficaram juntos, como não deveriam, algo que jamais deveriam se repetir. Se isso acontecesse novamente, seria uma falta de respeito à família Faye, uma traição flagrante e um completo desprezo por Bianca. No entanto, isso já tinha ocorrido várias vezes, e pessoas alheias aos fatos, se soubessem, poderiam presumir que ele nutria sentimentos por Anne.

De fato, ele nutria sentimentos por Anne. Aquela outra face de Anthony, que a havia tocado várias vezes. Anne sentiu um calafrio percorrer sua espinha ao considerar a possibilidade de Anthony estar ali para acertar as contas com ela. A lembrança dos momentos íntimos que compartilharam deixou-a desconfortável e inquieta.

— Eu achei que aquela era a melhor resposta, considerando o que aconteceu entre nós, para que as pessoas não pensassem demais sobre o assunto. — Anne estava contando apenas metade da verdade.

Anne sentiu seu coração acelerar à medida que Anthony se aproximava dela no espaço apertado do elevador. A moça estava encurralada, sem saída. A proximidade entre eles aumentava a sensação de opressão e a intensidade do momento. Ela ergueu a mão trêmula, pronta para se defender ou resistir, caso necessário. A incerteza pairava no ar enquanto aguardava a reação de Anthony, no entanto, nada conseguiu fazer quando ele agarrou sua mandíbula e ergueu seu queixo.

— Pelo menos não posso negar que gosto do seu corpo. —

A mulher virou a cabeça, envergonhada, mas os dedos ásperos em seu maxilar aumentaram seu aperto assim que ela se moveu. A reação da moça fez o rosto do homem murchar de desagrado.

— Você não gostou também? —

— Eu não. — Anne soltou.

— Que boca desonesta você tem, mentindo assim. — Os dedos de Anthony acariciaram seus lábios macios.

Anne parecia teimosa. Ela queria acreditar que todas as suas respostas físicas eram involuntárias, ao contrário de sua própria vontade.

— Você deveria manter distância de mim, pelo bem de Bianca. Você não pôde ver como ela estava triste? — Anne usou Bianca para sair da situação perigosa.

Os olhos de Anthony se tornaram gélidos, fixando-se em Anne com tanta intensidade que pareciam perfurá-la. A atmosfera se tornou tão tensa que quase parecia que o próprio elevador poderia se partir. Foi exatamente nesse momento, quando as coisas estavam prestes a sair do controle, que o barulhinho do elevador ecoou. Finalmente, alcançaram o primeiro andar do térreo e as portas se abriram. Os olhos do agressor ardiam de raiva quando soltou a mandíbula da moça acuada, então ele deu um passo para trás e se virou para sair.

Após a porta do elevador se fechar automaticamente, Anne fraquejou e quase caiu. Embora ela já tivesse enfrentado Anthony várias vezes, ainda era difícil lidar com sua intimidante presença. A aparência de Anthony, com seus olhos frios e penetrantes, tinha um efeito avassalador. Para piorar, o homem não disse nada, então não ficou evidente se ele continuaria a tentar outros contatos íntimos com ela no futuro. No fim, o magnata só reagiu quando ouviu o nome de Bianca.

Ao sair do prédio do condomínio, Anne viu o Rolls-Royce preto sair do estacionamento. Anthony, do carro, ficou irritado quando notou Anne parada na saída do lugar, a pequena figura da moça diminuindo no espelho retrovisor. Fato era que não havia nada que ele quisesse e não conseguisse. Aquela mulher era um alvo fácil e impotente contra seus desejos.

O demônio se via mesmo obcecado pelo corpo de Anne, e o único lugar no qual ela podia controlar seus sentimentos era na cama. Para além disso, ela era uma ninguém.

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