O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 437

Nigel parecia firme. Dorothy, todavia, não disse nada. Não importava com qual homem Anne se casasse, ninguém era mais poderoso que Anthony. Não tinha com o que se preocupar. O que a incomodava mesmo era a importância que Nigel dava a Anne. Isso, sim, a deixava muito desconfortável. Ele deveria ter só uma filha, e essa era Bianca.

Já a mente de Anne não estava em Dorothy ou Bianca. Seus olhos fitavam Anthony e toda a sua atenção estava lá. Era como se seu corpo e mente estivessem ligados a ele, de alguma forma estranha.

Enfim, a refeição terminou e houve mais discussões. Todos podiam ver, também, que Nigel estava resoluto na sua decisão, e ninguém poderia mudar sua cabeça. Com isso, o banquete acabou e os convidados foram indo embora, um a um.

Quando já estava sozinho no carro com Anne, Nigel perguntou:

— Você ainda está preocupada? Anthony não foi contra nada do que disse e, também, nem tem esse direito. —

Anne sabia que seu pai fazia isso por ela, mostrando a todos que quem teve a ideia foi ele.

— Pai, não vá para o Newman... — Disse.

— Por quê? Você não quer que eu vá? —

— Não quero pensar nisso agora... — Anne olhou pela janela do carro. — É só que... isso tudo parece muito forçado. —

Ele sorriu:

— Eu entendo o que você quer dizer. Apenas saiba que quando entrar em contato com Lucas, se você realmente estiver interessada nele, não esconda. Fora isso, não se preocupe com mais nada. —

— Está bem... — Anne disse distraidamente. Ela sabia que era impossível isso dar certo. Os três filhos eram o maior problema. E ninguém mais sabia... Ninguém realmente entendia pelo que ela passava.

Assim que chegou no prédio, ela foi direto ao quinto andar para tomar banho. Mas, antes que chegasse, verificou no celular onde estava de Anthony. Ele estava na Mansão Real. Tinha que constantemente estar em alerta quando se tratava daquele demônio.

Só depois de tomar banho subiu ao sexto andar. Sem que tivesse ainda colocado a mão na maçaneta, a porta se abriu e as crianças estavam de frente para ela, olhando-a.

— A gente sabia que era você, mamãe! A mamãe voltou! — Gritaram em êxtase.

Chloe pulou animadamente.

— A gente esperou por tanto tempo! —

— Mamãe, aqui! — Chris ficou de pé no sofá e levantou a mão, tentando atrair a atenção de Anne, com os pés no sofá de algodão macio.

Ao olhar para Chris, se surpreendeu ao perceber que Lucas estava sentado na sala, como se a esperasse.

— Diretor? Por que você está aqui? —

— Papai veio nos ver? — Insinuou Chris.

— Por que mamãe não deixa a gente ir na casa do papai? —Chloe fez beicinho.

Anne ficou envergonhada. Não queria que Lucas soubesse disso. Chloe geralmente era tão esperta, mas aparentemente, ela não era quando precisava.

— Certo, depois de brincar com vocês por tanto tempo, acho que é hora de eu voltar. — Lucas se levantou.

— Você não quer ficar para se divertir com a gente? — Chris perguntou inocentemente.

Chloe deu um passo à frente e abraçou as longas pernas de Lucas.

— Papai, não quer dormir aqui esta noite? —

— Não vá! — Charlie se virou. — Mamãe, pare papai rápido! —

Anne riu secamente.

— Não há espaço extra aqui... —

— Cinco pessoas podem dormir juntas em uma cama. — Charlie esticou cinco dedos curtos.

A mãe dos trigêmeos ficou ainda mais envergonhada por conta da chantagem emocional que as crianças faziam. Com o rosto vermelho, perguntou:

— Quer que eu o acompanhe até embaixo? —

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