O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 446

Lucas encarou Anne levemente com olhos amorosos e então se virou para entrar no carro, deixando o rosto de Anne queimando de timidez. Assim que saiu, ela ficou observando o carro ir embora com um sorriso no rosto.

Não contaria a Lucas o que aconteceu na noite anterior, pensou. De qualquer forma, não foi nada, então por que tinha que falar sobre isso? Se sentia bem-humorada e não precisava se preocupar com coisa alguma por enquanto. Sua vida parecia perfeitamente feliz. Quando voltou para dentro, pegou a bolsa, o celular e foi trabalhar.

A sexta-feira estava chegando.

Em determinado momento do dia, Anne estava numa ligação com Nigel, que dizia:

— Seja você mesma, não precisa ficar nervosa. —

— Pai, não estou nervosa. É só uma refeição. — Anne riu.

Ele ficou um pouco envergonhado por ter entendido errado.

— Ah, certo. Me desculpe... — Só se sentia hesitante por sua filha estar se casando de forma tão rápida. Afinal, eles se conheciam há tão pouco tempo! Era tão difícil aceitar isso, que tinha projetado o próprio nervosismo nela. No entanto, não havia outra maneira. Esta era sua única escolha para evitar Anthony e se livrar dele.

— Tudo bem, pai. Estamos todos em Luton de qualquer maneira. Posso vê-lo sempre que quiser. Além disso, é apenas uma refeição. Ainda não somos casados... — Disse ela, entendendo a preocupação do pai.

— Vamos ver o que os Newman dizem, então — disse Nigel com relutância.

— Eu sei. —

— Eu vou buscá-la quando sair do trabalho, tudo bem? —

— Acho que não vai dar, pai... Lucas queria passar aqui me pegar. —

— Ah, claro. Sem problemas, filha. —

Assim que desligou o telefone, Anne se sentiu um pouco perdida. Só de saber que estava no mesmo prédio que Anthony a dava náuseas. Teve muitos pesadelos a noite por conta daquele babaca. Por isso, esperava que pudesse marcar a data logo e se casar o mais rápido possível.

Quando Anne se virou, olhou para as câmeras de segurança com a visão periférica, de relance. Só isso foi o suficiente para sentir seu coração se apertar e começar a entrar em pânico, por puro reflexo. Ela se sentou à mesa, consolando-se repetidamente. Estava muito sensível depois dos repetidos abusos que recebera.

Assim que o trabalho acabou, ela recebeu uma ligação de Lucas. Estava saindo da empresa enquanto ele dizia:

— Anne, vou pedir a alguém para buscá-la no hotel agora. —

— Por que tanta preocupação? Eu posso ir lá sozinha. Não é longe de qualquer maneira. —

— Ainda tenho uma reunião na Secretaria de Educação. — Lucas esfregou as sobrancelhas em sinal de cansaço. — Eu pensei que terminaria às três ou quatro horas, mas não esperava que fosse adiar até agora. Vá você na frente mesmo. Eu vou embora o mais rápido possível, mesmo que não tivermos terminado. Não posso chegar tão atrasado nesse jantar. —

— Tudo bem, não se preocupe, afinal eles vão ficar com fome alguma hora também. — Anne o confortou.

Assim que a contadora saiu da empresa, viu um carro preto à distância que parecia esperar por ela. À primeira vista, não tinha erro, Lucas provavelmente tinha chamado alguém para buscá-la. Então, caminhou até o carro e abriu a porta, sentando-se no banco de passageiro logo em seguida.

— O diretor pediu para você vir aqui, certo? Espero não ter confundido. — Ela perguntou.

— Está certo, madame. O senhor Newman mandou eu vim buscá-la. —

— Podemos ir, então. —

O motorista ligou o carro e entrou no trânsito. Mas, alguma coisa incomodava Anne nessa situação. A voz dele parecia desconhecida, então ela se inclinou para frente na intenção de checar quem era que a levava.

Não era o motorista de Lucas.

— Eu não conheço você, moço. E o motorista anterior? — Perguntou Anne.

— Ele não está trabalhando mais para o senhor Newman. —

— Ah... — Não fazia ideia disso.

Lucas pediu para alguém buscá-la, mas não disse que o motorista era diferente. Provavelmente estava ocupado e esqueceu... Certo?

O carro seguia firme na estrada, e de tempo em tempo a jovem olhava de vez em quando para o motorista da frente. Quanto mais observava, mais uma sensação estranha de que o homem parecia tinha algo de familiar ela sentia.

O rosto era desconhecido, embora...

Anne começou a se sentir muito desconfortável. Enquanto seu estômago embrulhava, alcançava o celular na bolsa para poder mandar uma mensagem a Lucas. Ia perguntar se ele havia trocado de motorista. Mas, no meio da digitação ela sentiu um cheiro de desinfetante nas narinas.

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