O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 553

Anthony teria mexido no telefone dela? Se o fizesse, ele também teria visto os registros de chamadas dela? A mulher geralmente apagava seus registros de chamadas, mas tinha muitas coisas em mente para fazer isso naquele dia. Anthony estava inexpressivo quando perguntou:

— Deixe-me adivinhar... Lucas ou a babá? —

O coração de Anne apertou. Com certeza, o homem sabia... e, para piorar, a suposição do magnata estava certa. Ela queria muito ligar para Lucas, porque estava preocupada com as crianças. A mulher se perguntava se já teriam sido encontradas. Àquela altura, deveria contar a Anthony?

Na verdade, a jovem já tinha pensado na possibilidade de revelar a verdade a Anthony, para que a ajudasse a encontrá-las. Em comparação com a perda dos filhos, ela preferia que o magnata soubesse de seu segredo. Mas e se as crianças já tivessem sido encontradas? Não haveria necessidade de contar àquele demônio.

Anne congelou enquanto a sombra do homem se elevava em sua direção. Então, Anthony segurou o queixo da moça e a virou violentamente para encará-lo. Os olhos furiosos do magnata pareciam invadir a alma dela.

— Por que você não está se explicando? —

— Eu... eu estava tentando ligar para ele. —

— Por que cometer a tolice de fazer isso nas minhas costas, Anne? —

Anne se sentia com falta de ar. Claro, ela tinha seus motivos, sabia o quão louco Anthony seria se soubesse sobre a proximidade entre ela e Lucas. Por isso, também, a mulher parecia tão assustada.

— Quanto você espera que eu a torture para que você realmente se torne obediente? —

— ...Não é o que você pensa! — Anne sentiu um calafrio no corpo. Ela fechou os olhos e seu rosto ficou ainda mais pálido. — Eu não tenho um relacionamento com Lucas, e você sabe disso. Eu o tratei muito mal daquela vez! Como você ainda pode duvidar de mim depois daquilo? —

— Você pensou que eu não faria alguma investigação antes de vir? — Os olhos escuros de Anthony eram ferozes.

A mulher ainda estava mentindo.

— Mas eu juro que não é o que você pensa! —

— O quê?! — Anthony, dessa vez, quase rosnou.

— Não é o que pensa... — Anne franziu as sobrancelhas de dor. — Não é o que você pensa... — Depois de se exasperar, ela estava prestes a desmaiar outra vez.

A expressão do magnata era pura hostilidade, e todo o seu corpo estava tenso. Se ele não controlasse seu temperamento, já a teria agredido. Mas, Anne levantou a mão e a colocou sobre a de Anthony, que segurava seu queixo, e disse com voz fraca:

— Quem ousaria querer alguém como eu? Eu... sempre serei sua... —

— Seu corpo é meu, mas e seu coração? — Anthony a olhou friamente.

— Meu coração segue meu corpo ... — Anne disse, puxando a mão de Anthony e colocando sob sua bochecha. — Anthony, eu me sinto muito mal com isso. Eu realmente ... —

Lágrimas escorreram dos cantos de seus olhos e molharam as costas das mãos de Anthony. Embora o rosto do homem parecesse sombrio, seu temperamento hostil já havia se abrandado. Ele ergueu a outra mão e apertou o botão de chamada da enfermeira.

Foi a própria doutora Brown quem se aproximou, então Anthony se afastou da maca e se sentou no sofá. Enquanto a médica fazia o check-up, notou as lágrimas nos olhos de Anne e o telefone ao lado da cama, então disse:

— Vou lhe fazer um gotejamento intravenoso. Você deve ficar bem relaxada e bem descansada para evitar outra piora. —

A enfermeira entrou com um remédio, enquanto a doutora ministrava os utensílios. A pequena agulha perfurando a pele de Anne fez a testa da moça se enrugar, mas ela considerava uma boa coisa, porque mostrar um pouco de dor na frente de Anthony sempre poderia acalmar as emoções explosivas do homem. Depois que a doutora Brown terminou seu trabalho, disse:

— Me avise quando o soro acabar. — Então ela saiu.

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