O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 653

O corpo de Anne estava ligeiramente tenso, refletindo sua dor. Bianca, por sua vez, queria saber como a irmã e Tommy estavam envolvidos. A acusada evitou, é claro, olhar para o rosto de Anthony, que estava ao lado da pianista. Enquanto isso, Sarah explicava a situação a ele com preocupação:

— Anne estava realmente preocupada com Chloe, tanto que passou a noite em claro pensando nela. Ninguém ama Chloe mais do que ela! É fácil julgar quando não se está no coração de uma mãe! —

Bianca, com Anthony ao seu lado, ganhou coragem para expressar o motivo de ter ligado para Sarah:

— Anthony, sinto muito, fui eu quem ligou para Sarah. Pensei que, como Anne não teve tempo de ver Chloe, a avó poderia vir. Espero que você entenda. — Bianca fez cena, como se estivesse pensando no conforto das crianças.

Anne, nervosa, assegurou:

— Eu vim só para fazer uma visitinha, para acalmá-la... Não vou demorar... — Ela esteve acordada a noite toda, mas tinha toda a energia para aquele momento, ali a apenas uma porta de distância de seus filhos, sentindo muita falta deles.

A expressão fria de Anthony e sua voz implacável contrastavam com a angústia de Anne. O magnata, arrogante como de costume, respondeu:

— Já que você não tem tempo, não os visite! — Em seguida, ele se virou e voltou ao hospital. Aparentemente estava apenas acompanhando Bianca até a porta.

O coração de Anne doeu, seu corpo tremia e seus olhos estavam vermelhos. Sarah, indignada, gritou:

— Anthony, você é desumano! Mesmo que você não queira ver Anne, o que as crianças fizeram para merecer isso? Por que você não deixa as crianças verem a mãe delas? — A mulher percebeu que foi ignorada, então tentou correr para o hospital, mas Bianca a bloqueou.

— Você não vai conseguir o que quer. — Provocou a megera.

Sarah ficou furiosa e exclamou:

— Bianca, saia da minha frente! —

Bianca a lançou um olhar de desprezo:

— Tem certeza de que quer me bater? Deixe-me dizer, mesmo que você consiga entrar por esta porta, você não poderá passar dos guarda-costas. —

— Então por que você me ligou? — Sarah questionou, sem forçar a entrada.

— Eu esperava que você pudesse visitar as crianças... — a moça olhou para a porta, para atestar que o noivo não estava de volta. — Mas Anthony não vai deixar você entrar. — Olhando sarcasticamente para Anne, acrescentou: — Além disso, ele viu você e Tommy se abraçando na rua! O rosto dele era puro ódio! Acho que será ainda mais difícil para você ver seus filhos de agora em diante! Ele até me confortou depois do que aconteceu com Chloe, sabe? Eu me senti muito culpada, mas estou muito feliz, porque percebi que Anthony me ama, mesmo com meus pequenos deslizes. —

Após suas palavras pretensiosas, Bianca avançou até o carro, que estava distante. Sarah estava tão enfurecida que queria socar a moça, mas Anne a deteve. Vendo o carro de Bianca se afastando, a avó das crianças desabafou:

— Por que você me impediu? Não posso bater nela, mas podia pelo menos chutar o carro, para desestressar! —

Anne permaneceu em silêncio, olhando para a entrada do hospital, e então entrou. Sarah deu de ombros e seguiu seu exemplo. De longe, a mãe dos trigêmeos viu os guarda-costas bloqueando a entrada da enfermaria. Ela não poderia entrar sem a permissão de Anthony, e isso a deixou à beira das lágrimas. A jovem sabia que Chloe estaria lá dentro, mas não podia visitá-la. Como estaria sua filha? Teria manchinhas no rosto, assim como ela tinha quando passava por uma crise alérgica? Chloe era tão jovem, como poderia suportar um problema tão sério? Sarah, de repente, sugeriu um plano:

— Não podemos entrar, então vamos para a avenida que leva à Mansão Real! Podemos ver Chloe quando o carro passar e tentar pará-los! —

Anne hesitou, preocupada com o impacto que isso poderia ter nas crianças, já que estariam vendo a mãe tentando parar um carro, e, possivelmente, Anthony jogando o veículo contra ela. Não era difícil de imaginar que o homem fizesse algo como aquilo.

— Melhor não agir de maneira inconsequente. As crianças podem se assustar, um acidente pode acontecer. Não faremos isso. — Anne não achou que essa fosse uma boa ideia, então se virou e saiu do hospital.

Sarah a seguiu e perguntou:

— Qual é a chance de dar errado? Acha mesmo que não é uma boa ideia? —

Anne sabia qual era a única maneira: implorar a Anthony. Mas a raiva incontrolável em seu coração quase a fez perder a compostura. Por que ela sempre tinha que fazer isso de novo e de novo? Como Tommy havia dito, enquanto a moça se submetesse, continuaria controlada pelo magnata, pelo resto da vida. Mas e se ela não se submetesse? Anne suspirou:

— Vamos voltar... —

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