O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 752

— Papai vai dormir com a gente? — Chris olhou ansiosamente para o pai, que se sentava no sofá.

— Vocês podem ir em frente, eu apareço lá depois. — Anthony encarou Anne.

Com uma expressão taciturna, a moça tirou as crianças do convés. Ela se perguntou se Anthony se comportava apenas de maneira evasiva com as crianças ou se falava sério. Embora estivessem em um iate, a cama era bem grande, afinal.

Algum tempo depois, quando Anthony entrou no quarto, Anne e as crianças já haviam adormecido. A jovem dormia profundamente e os trigêmeos se posicionavam ao seu lado. O magnata olhou para os quatro por um longo tempo, até que resolveu pousar a mão sobre o travesseiro, beliscar o queixo de Anne com a outra mão e dizer:

— Que ideia maravilhosa de fazer as crianças dormirem com você para que não possamos ficar sozinhos, não é? —

Anne inconscientemente murmurou qualquer coisa, virou-se e, por instinto, abraçou Charlie, que estava mais próximo da mãe. A moça apenas continuou a dormir, enquanto as costas da mão de Anthony acariciavam seu rosto delicado.

***

Ashlynn caminhou até a porta da enfermaria, bateu e entrou após ouvir uma resposta de dentro. Ela já estivera ali uma vez e os guarda-costas a conheciam, então não a impediram. Depois de entrar, viu Sarah ser muito gentil com ela porque sabia que se tratava da assistente de Anne. Além disso, Ashlynn era muito cortês.

— Dona Sarah, como se sente hoje? — Ashlynn colocou as frutas que trouxera sobre a mesa e fechou as janelas.

— Por que você trouxe frutas para mim de novo? Eu não disse para você não me trazer nada? — Sarah não queria ser um incômodo.

— Eu não me importo, dona Sarah. A senhorita Vallois me trata muito bem no trabalho, por isso faço questão de ajudar. Você ainda se sente tonta? — Ashlynn perguntou.

— Não! Até sinto que posso sair da cama e andar normalmente. — Sarah se sentia muito desconfortável por estar na cama e não ver Nigel desde que foi ferida.

— Eu perguntei à doutora Brown antes de vir aqui, e ela disse que eu poderia ajudar você a andar devagar. Porém, se você ainda se sentir desconfortável, você deve parar e se deitar na mesma hora, está bem? Eu vou te ajudar a se levantar. —

Com a assistente servindo de apoio, as duas andaram de um lado para outro ao redor da cama.

— Você está se sentindo bem mesmo? — Ashlynn avaliou a expressão dela.

— Estou bem! Você pode me soltar, consigo andar sozinha. — Sarah se soltou da mão de Ashlynn. A moça, contudo, não se atreveria a deixar a mulher completamente solta, então a seguiu de perto. Sarah caminhou um pouco mais e disse: — Posso visitar Nigel no quarto ao lado? —

— Vou ver se tem alguém lá... Se estiver tudo bem, te levo. — Ashlynn disse.

— Muito obrigada! Vou esperar! — Sarah disse com um sorriso.

Ashlynn foi até a porta, bateu duas vezes e entrou. De imediato, ficou um tanto alerta, porque deu de cara com Corentin, Dorothy e Bianca. Por que aquele homem tinha de estar ali outra vez? A moça se permitiu ficar confusa por um instante, até que se lembrou de que a pessoa deitada na cama do hospital, o senhor Nigel, era o irmão mais velho do sósia de seu falecido marido. Ashlynn imediatamente tentou disfarçar sua surpresa, apresentando-se com a máxima educação.

— Olá, sou assistente da senhorita Vallois e estou aqui para visitar o pai dela em seu nome. —

Dorothy e Bianca pensaram em enxotá-la, mas então, em sintonia, as megeras tiveram a mesma ideia. A mulher mais velha disse muito educadamente:

— Ah, é a assistente de Anne? Venha, sente-se conosco! —

— Já prestei meus respeitos, então não vou incomodar vocês. Enfim, vou voltar para a empresa. — Depois que terminou de falar, Ashlynn se virou e saiu da enfermaria, deixando Corentin olhando inexpressivo para a porta.

Ashlynn voltou para o lado de Sarah e explicou que havia pessoas com Nigel, então seria melhor que a mulher não fosse visitá-lo. A moça, então, só ajudou a mãe de sua patroa a se levantar e a acompanhou até a ala de Nigel quando todos foram embora. Vendo que o homem parecia o mesmo de antes, a mãe de Anne não pôde evitar o choro.

Ashlynn ficou com Sarah no quarto de Nigel por meia hora, depois a acompanhou de volta ao próprio quarto antes de sair. Fora do hospital, enquanto a assistente caminhava na calçada ao lado das árvores, percebeu alguns jovens se comportando de maneira suspeita, escondendo algo em mãos, não muito longe do portão da instituição. Os jovens se encostaram na parede, cada um tragando um cigarro. Por algum motivo, todos tinham sorrisos diabólicos nos rostos, e Ashlynn sentiu uma estranha sensação de familiaridade.

Afinal, ela cresceu com pessoas como aqueles jovens.

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