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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 108

Assim que a porta se fechou atrás deles, caminharam lado a lado pelo corredor do hospital. O ambiente estava relativamente vazio naquele horário. Foi Eduardo quem quebrou o silêncio primeiro.

— Vejo que você tem vindo aqui com frequência.

A voz dele permanecia controlada, mas fria. Bruno lançou-lhe um olhar breve antes de responder com tranquilidade:

— Helena está passando por um momento difícil. Achei que ela precisava de apoio.

Eduardo manteve os olhos fixos à frente.

— Apoio?

— Sim. — respondeu Bruno calmamente. — Apenas estou sendo um amigo.

Eduardo parou de andar por um instante e finalmente o encarou diretamente. O olhar frio e intenso fez até o corredor parecer mais silencioso.

— Espero que seja só isso.

Bruno sustentou o olhar dele sem perder a calma.

— É exatamente isso.

Por alguns segundos, os dois permaneceram se encarando em silêncio. Então Eduardo desviou o olhar primeiro.

— Tenha um bom dia, Bruno.

— Você também, Eduardo.

Bruno seguiu pelo corredor em direção aos elevadores, enquanto Eduardo permaneceu parado observando-o se afastar.

Quando Eduardo voltou ao quarto, encontrou Helena ao lado da cama da mãe ajeitando o lençol, Clara descansava de olhos fechados.

Helena ergueu o olhar assim que ele entrou. Eduardo aproximou-se calmamente.

— Já providenciei tudo.

Helena franziu levemente a testa, sem entender.

— Como assim?

— Contratei os melhores especialistas da área. — respondeu ele com naturalidade. — Sua mãe será transferida ainda hoje para um hospital de referência no tratamento da doença dela.

Por alguns segundos, Helena apenas o encarou em silêncio, tentando processar aquelas palavras.

— Eduardo… aquele tratamento é extremamente caro. — disse quase num sussurro. — Eu não tenho como pagar por isso.

Ele sustentou o olhar dela sem hesitar.

— Você não vai pagar.

Helena sentiu o coração apertar.

— Mas…

Eduardo a interrompeu antes que ela continuasse.

— A senhora Clara é minha sogra. — disse em tom firme, porém mais suave do que o habitual. — Isso é o mínimo que eu deveria fazer.

Helena ficou sem reação.

Nos últimos dias, ela vinha tentando ser forte sozinha, calculando despesas, pensando em vender a casa, enfrentando hospitais, burocracias e o medo constante de perder a mãe.

E agora, de repente, Eduardo simplesmente assumia o controle da situação.

— Eduardo… eu…

Mas a voz falhou antes que conseguisse terminar.

Eduardo desviou o olhar discretamente, como se não soubesse lidar com a emoção estampada no rosto dela.

— O hospital já foi avisado. A ambulância especializada deve chegar em breve para fazer a transferência.

Então voltou os olhos para Clara, que parecia dormir.

— Ela terá o melhor tratamento possível.

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