Eduardo levou Helena a um restaurante sofisticado e reservado, onde já havia uma mesa preparada para os dois.
Era a primeira vez que saíam para jantar sozinhos desde o casamento. O ambiente elegante, iluminado por luzes suaves e música discreta.
Assim que se acomodaram e fizeram os pedidos, o silêncio que caiu à mesa pareceu quase normal.
Helena foi a primeira a quebrá-lo.
— Eduardo… obrigada por tudo o que tem feito pela minha mãe. — disse ela sinceramente, com o olhar carregado de gratidão. — Eu vou te pagar. Talvez demore um pouco, mas vou devolver cada centavo.
Eduardo a encarou por alguns segundos. Então um leve sorriso irônico surgiu em seus lábios.
— Não precisa. Tenho respeito pela senhora Clara. Afinal… somos casados e ela é minha sogra.
Ao ouvir aquilo, Helena desviou os olhos imediatamente.
— Um casamento que não passa de um acordo. — murmurou com amargura. — Como você mesmo gosta de me lembrar.
O olhar de Eduardo endureceu levemente.
— Como você e Bruno se tornaram tão próximos?
Helena voltou a encará-lo, surpresa pela mudança repentina de assunto.
Mas, como sempre, o rosto dele era difícil de decifrar. O semblante permanecia frio, quase indiferente.
— Ele procurou nossa empresa por causa do novo complexo comercial que vai construir. Queria usar nossas pedras no projeto.
— Parece que vocês conversaram mais do que só negócios. — disse Eduardo em tom calmo demais. — De repente ele começou a visitar sua mãe… e você.
Helena franziu levemente a testa.
— Bruno apenas foi gentil num momento difícil.
— Claro.
A resposta curta veio carregada de um sarcasmo sutil. O silêncio voltou a se instalar entre os dois.
Então Eduardo abriu lentamente o paletó, tirou um envelope e o colocou sobre a mesa diante dela.
Helena hesitou antes de abrir. Assim que viu as fotografias, seu corpo enrijeceu imediatamente, eram as imagens que vinha recebendo anonimamente.
Eduardo observou cada reação dela.
— Você já tinha visto essas fotos antes.
Helena ergueu os olhos na direção dele.
— Foi por isso que me trouxe aqui? — perguntou em voz baixa. — Quer romper o acordo? Quer o divórcio para ficar com ela?
Sem responder diretamente, Eduardo retirou um segundo envelope e o entregou a ela que o abriu lentamente. Desta vez, as imagens eram diferentes.
As posições, os ângulos e até a expressão de Eduardo mudavam completamente. Nas fotos originais, ficava claro que as imagens haviam sido manipuladas para parecer que existia intimidade entre ele e Viviane.
— Essas são as imagens originais. — disse Eduardo friamente. — As outras foram alteradas.
Helena olhou para ele incrédula.
— Viviane armou todas essas situações, inclusive as do hotel. Naquela noite, eu fui dopado.
Helena arregalou levemente os olhos.
— Se Murilo não tivesse aparecido, ela teria conseguido algo muito mais comprometedor.
Por alguns segundos, Helena permaneceu em silêncio, tentando assimilar tudo aquilo.
— Então… ela armou tudo isso?
Eduardo assentiu lentamente, o olhar dele escureceu ainda mais, tornando-se frio e sombrio.
— E o que você vai fazer? — perguntou Helena em voz baixa. A pergunta parecia inevitável naquele momento.
Eduardo sustentou o olhar dela por alguns segundos antes de responder:

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