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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 114

Alguns dias haviam se passado.

Eduardo permanecia concentrado diante do notebook no escritório, a tela refletia gráficos, relatórios financeiros e projeções da empresa, mas sua atenção parecia dividida entre os números e pensamentos muito mais distantes.

A porta se abriu e Murilo entrou carregando alguns documentos para assinatura. Após tratarem de assuntos relacionados à empresa, Eduardo ergueu finalmente os olhos para o assistente.

— Alguma notícia sobre o paradeiro de Viviane?

— Não, senhor. — respondeu Murilo. — As investigações não levaram a nada concreto. Nem mesmo conseguimos confirmar se ela deixou os Estados Unidos.

Eduardo fechou lentamente o notebook. Em seguida, levantou-se e caminhou até a ampla janela de vidro do escritório, a cidade se estendia diante dele, grandiosa e agitada, iluminada pelo fim da tarde.

Murilo permaneceu em silêncio atrás dele, aguardando novas ordens.

Então Eduardo falou, a voz calma e fria:

— Pare as buscas.

Murilo ergueu discretamente o olhar, surpreso.

— Senhor?

Eduardo continuou observando a cidade.

— Viviane desapareceu porque quis desaparecer. — Ele fez uma breve pausa antes de continuar — Mas ela vai voltar.

Havia uma convicção sombria naquela frase.

Murilo percebeu imediatamente que Eduardo conhecia Viviane bem demais para acreditar que aquilo havia terminado.

Eduardo pegou os documentos assinados sobre a mesa e os entregou ao assistente.

— Pode ir.

— Com licença, senhor.

Murilo deixou a sala e Eduardo voltou a fixar os olhos na paisagem do fim de tarde.

*****

Helena havia acabado de deixar a empresa e seguia mais uma vez para o hospital. Sua rotina nos últimos meses praticamente não mudara.

Todos os dias começavam e terminavam naquele lugar. E, a cada visita, Clara parecia um pouco mais debilitada.

Algumas semanas antes, o tratamento experimental chegou a trazer uma breve esperança. Clara apresentou uma leve melhora, voltara a conversar mais, a sorrir um pouco mais e até conseguiu caminhar pequenas distâncias pelo quarto acompanhada das enfermeiras.

Mas foi algo passageiro. Logo veio a recaída, o quadro piorou rapidamente e Clara precisou ser levada para a UTI.

Naqueles dias mais críticos, Helena se recusava a voltar para casa.

Mesmo com os insistentes pedidos da família, permanecia no hospital dia e noite, dormindo pouco, alimentando-se mal e vivendo apenas em função da mãe.

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