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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 118

Eduardo a observou por alguns segundos. Seu rosto não revelava absolutamente nada. Então deu a volta na mesa e voltou a ocupar sua cadeira.

O movimento foi simples, mas para Viviane pareceu uma retirada. Como se ele tivesse erguido novamente a barreira que, por um instante, ela acreditou ter atravessado.

— Você diz que me ama. — A voz dele era calma. — Diz que tudo o que fez foi por amor.

Viviane assentiu rapidamente.

— Porque é verdade.

Eduardo apoiou os cotovelos na mesa e entrelaçou os dedos.

— Engraçado. Durante muito tempo eu também acreditei nisso.

O coração dela acelerou.

— Eduardo...

— Não. Agora é a minha vez de falar.

O tom firme a fez se calar imediatamente.

— Eu acreditava em você. Confiava em você. Defendia você. E, mesmo assim, cada vez que olho para trás, descubro mais uma mentira.

As palavras atingiram Viviane como golpes.

— Eu sei que errei...

— Não, Viviane. — Ele a interrompeu novamente. — Você sabe que foi descoberta. São coisas diferentes.

Ela sentiu o rosto perder a cor. Por um instante, não conseguiu responder e Eduardo percebeu. Aquilo apenas reforçou suas suspeitas.

— Então me responda uma coisa. — Seus olhos se fixaram nos dela. — Se eu não tivesse descoberto nada... você teria me contado a verdade?

O silêncio tomou conta da sala. Viviane abriu a boca, mas nenhuma resposta saiu. E aquela hesitação foi resposta suficiente.

Eduardo soltou uma risada breve, sem humor algum.

— Foi o que pensei.

As lágrimas voltaram a escorrer pelo rosto dela.

— Eu estava com medo...

— Sempre há uma justificativa. — Ele se recostou na cadeira. — Medo. Amor. Desespero. Solidão. Você sempre encontra uma forma de transformar suas escolhas em algo que pareça compreensível.

Viviane sentiu o desespero crescer. A conversa estava escapando de seu controle.

— Não é isso. Eu realmente me arrependo.

— Talvez.

A resposta a surpreendeu. Ela ergueu os olhos para fitá-lo. Eduardo continuava frio, mas já não havia ironia em sua voz.

— Talvez você esteja arrependida.

Viviane deu um passo à frente.

— Então você acredita em mim?

— Não.

A resposta veio imediata e seca. O brilho de esperança em seus olhos vacilou.

— Arrependimento e confiança são coisas diferentes. Você pode estar arrependida e eu ainda não confiar em uma única palavra sua.

Viviane sentiu as lágrimas queimarem seus olhos.

— O que eu preciso fazer?

Eduardo ficou em silêncio por alguns instantes, era exatamente a pergunta que ele esperava.

— Você disse que faria qualquer coisa.

— Faria.

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