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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 119

— Eu tinha planejado criar uma situação para que você acreditasse que ainda existia algo entre nós. Queria que pensasse que tínhamos passado a noite juntos e, de alguma forma, se lembrasse do que vivemos.

Eduardo estreitou os olhos perigosamente. Viviane abaixou a cabeça, como se estivesse envergonhada.

— Felizmente, Murilo apareceu e me impediu de cometer um erro ainda maior.

O silêncio que se seguiu foi pesado.

Eduardo caminhou até a janela e ficou de costas para ela. O sol começava a se pôr entre os prédios da cidade, tingindo o escritório de tons alaranjados.

— Você fez tudo isso. — Sua voz saiu lenta e controlada. — Mentiu. Manipulou. Armou aquelas fotos.

Ele virou ligeiramente o rosto.

— E ainda enviou tudo para minha esposa.

Viviane sentiu um arrepio.

— Eduardo...

— E espera que eu aceite suas desculpas?

Ela correu até ele e o abraçou por trás.

— Porque eu te amo!

Eduardo se desvencilhou imediatamente dos braços dela.

— Saia.

A palavra soou como uma sentença.

— Por favor… não.

— Eu disse para sair.

As lágrimas voltaram a escorrer pelo rosto dela. Por alguns segundos, Viviane permaneceu imóvel. Então pareceu tomar uma decisão.

— Tudo bem. Mas antes eu quero que você pense em uma coisa.

Eduardo não se virou.

— Porque eu fui egoísta. Fui covarde. Cometi erros imperdoáveis. — Sua voz vacilou. — Mas nunca fui a única pessoa a esconder coisas de você.

Eduardo permaneceu imóvel.

— Apenas... tome cuidado para não descobrir tarde demais que confiou na pessoa errada.

Viviane caminhou até a porta. Antes de sair, voltou-se para ele uma última vez.

— Só espero que, quando a verdade aparecer, você se lembre desta conversa.

Então ela saiu e o escritório mergulhou em silêncio. Eduardo permaneceu imóvel diante da janela. Parte dele queria ignorar aquelas palavras.

Afinal, vinham de uma mulher que acabara de confessar uma sequência de mentiras e manipulações.

Do lado de fora, porém, a cena era completamente diferente. Assim que a porta do escritório se fechou, as lágrimas desapareceram.

Viviane caminhou pelo corredor em passos tranquilos. Retirou um lenço da bolsa e secou cuidadosamente os olhos. Quando as portas do elevador abriram, ela entrou sozinha.

Seu reflexo apareceu no espelho e um sorriso satisfeito surgiu lentamente em seus lábios. Não havia tristeza, nem arrependimento. Apenas satisfação.

Enquanto o elevador descia, ela abriu a bolsa, retirou o batom e retocou a maquiagem com movimentos rápidos.

*****

Quando Viviane chegou em casa, encontrou Henrique sentado no sofá da sala, assistindo distraidamente a um programa qualquer na televisão.

Ele ergueu os olhos ao ouvir a porta se abrir.

— E então?

Viviane largou a bolsa sobre uma poltrona e retirou os saltos. Um sorriso satisfeito surgiu em seus lábios.

— Melhor do que eu esperava.

Henrique arqueou uma sobrancelha.

— Eduardo acreditou em você?

— Não.

A resposta veio rápida.

— Pelo menos não completamente.

Henrique franziu a testa.

— Então como pode ter sido melhor do que esperava?

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