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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 124

Nos dias que se seguiram, Helena mergulhou no luto.

Renato, Glória, Bernardo e Bianca fizeram o possível para ajudá-la a atravessar aqueles momentos difíceis. Já Rubens e Margarida pareciam ter envelhecido anos em poucos dias. Antes alegres, agora viviam mergulhados em um silêncio doloroso.

Helena também voltou à antiga casa da família. Cada cômodo guardava uma lembrança de Clara. Com a ajuda de Glória, separou roupas e objetos para doação.

— Tenho certeza de que sua mãe aprovaria isso. — disse a tia.

Helena concordou.

Guardou apenas algumas peças e joias que tinham valor sentimental e decidiu manter a casa. Ainda não estava pronta para se desfazer do lugar onde construíra tantas lembranças ao lado dos pais.

Aos poucos, também retornou ao trabalho. Encontrou funcionários entristecidos pela perda de Clara, mas dispostos a seguir em frente e honrar o legado que ela havia deixado.

Enquanto Helena, ficou na casa dos tios. Eduardo retornava para casa todos os dias tarde da noite após o trabalho. Ao chegar em casa encontrava a penumbra e o silêncio, ele sentia uma sensação incômoda ao perceber a falta que Helena fazia naquela casa.

Uma semana depois, Helena retornou para casa.

Naquela noite, quando Eduardo entrou, encontrou todas as luzes acesas e um aroma familiar vindo da cozinha.

Ele seguiu para a cozinha e parou na porta. Helena estava ali, de costas para ele, terminando de preparar o jantar.

Por um instante, apenas observou a cena. Talvez sentindo sua presença, Helena se virou e se assustou ao encontrá-lo parado à porta.

— Você voltou. — disse ele.

Ela assentiu.

Por alguns segundos, nenhum dos dois soube o que dizer. Então Eduardo deu alguns passos em sua direção.

— Como você está?

Helena tentou sorrir.

— Melhor.

O silêncio voltou a se instalar entre eles.

Por alguns instantes, permaneceram parados um diante do outro, como duas pessoas que tinham muito a dizer, mas não sabiam por onde começar.

Foi Helena quem quebrou o silêncio.

— O jantar está quase pronto.

Ela voltou sua atenção para as panelas, tentando esconder o desconforto que sentia. Eduardo não respondeu imediatamente.

Apenas pegou uma garrafa de vinho e serviu duas taças. Sem dizer uma palavra, colocou uma delas ao lado de Helena.

Ela lançou um breve olhar para ele.

— Obrigada.

Pouco depois, os dois se sentaram à mesa. A refeição transcorreu em silêncio durante alguns minutos. Então Helena girou distraidamente a taça entre os dedos.

— Minha mãe provavelmente não gostaria de me ver assim.

Eduardo ergueu os olhos.

— Assim como?

— Triste.

Um sorriso melancólico surgiu em seus lábios.

— Ela era a pessoa mais alegre que conheci.

Por um instante, as lembranças apareceram aquecer seu olhar.

— Mesmo nos momentos difíceis, sempre encontrava um motivo para sorrir.

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