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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 123

O velório e o sepultamento aconteceram no mesmo dia, conforme o desejo que Clara havia expressado à família antes.

Eduardo cuidou de todos os detalhes com rapidez, garantindo que nada faltasse naquele momento tão difícil.

O salão do velório estava repleto de flores, mas nem a beleza delas conseguia amenizar a tristeza que pairava sobre o ambiente.

Durante a cerimônia de despedida, o padre Ângelo conduziu uma celebração simples, porém emocionante. Suas palavras falaram de fé, esperança e da certeza de que a morte não era o fim, mas apenas o início de uma nova vida.

Helena ouvia tudo como se estivesse distante. Desde a morte da mãe, sentia-se anestesiada. As lágrimas já não vinham com a mesma intensidade. Restava apenas um vazio profundo, como se uma parte de si tivesse sido arrancada.

Durante todo o tempo, familiares e amigos permaneceram ao seu lado.

Eduardo também esteve presente. Mantinha-se próximo, mas não tentou abraçá-la nem oferecer palavras de conforto. Ainda assim, não se afastou em nenhum momento.

Olívia e Gilberto também compareceram desde as primeiras horas.

Olívia abraçou Helena diversas vezes ao longo do dia, oferecendo o apoio silencioso de uma mãe que compreendia aquela dor.

Gilberto permaneceu ao lado do filho durante boa parte da cerimônia, até mesmo a senhora Carmen fez questão de comparecer.

Os pais de Clara, Rubens e Margarida, foram os que mais partiram o coração de todos. Idosos e fragilizados pela dor, passaram boa parte do velório sentados ao lado do caixão da filha.

Margarida acariciava as mãos de Clara de tempos em tempos, como se ainda estivesse tentando cuidar dela. Rubens permanecia em silêncio, os olhos fixos no rosto da filha.

No íntimo, ambos compartilhavam o mesmo pensamento. Nenhum pai deveria enterrar um filho. Ainda assim, não se revoltaram, nem culparam Deus.

A dor era imensa, mas a fé que Clara cultivou durante toda a vida também permanecia viva neles.

Laura havia desembarcado durante a madrugada. Assim que recebeu a notícia, foi diretamente ao velório para apoiar a amiga. Ficou a maior parte do tempo junto de Cláudia e Amanda. As duas conheciam Clara havia muitos anos.

Célia e o marido também estavam profundamente abalados. Assim como os funcionários da Vasconcelos. Praticamente todos fizeram questão de comparecer.

Para muitos deles, Clara não havia sido apenas uma empresária. Eles a consideravam uma mulher boa e justa com todos.

Bruno também esteve presente. Após prestar suas condolências a Helena, recebeu um breve aceno de Eduardo, nenhum dos dois disse muita coisa. Mas trocaram um olhar entre eles, foi complexo para ser interpretado naquele momento. Lucas, ao lado deles, compareceu mais por consideração a Eduardo, ele não tivera muito contato com Helena

Henrique também esteve presente, aproximou-se discretamente da família e ofereceu seus sentimentos. Mas ao cruzar o olhar com Eduardo, recebeu seu olhar frio e o semblante sombrio.

Por fim, chegou o momento mais difícil. O cortejo seguiu lentamente até o local do sepultamento.

Renato e Glória permaneceram ao lado de Rubens e Margarida, apoiando os dois que fizeram questão de ir ao sepultamento. Bernardo e Bianca amparavam Helena. Eduardo acompanhou tudo, manteve próximo, mas distante.

Quando o caixão começou a descer, o silêncio tomou conta do cemitério. Helena apertou os olhos. Durante toda a cerimônia, havia tentado se manter firme.

Mas naquele instante compreendeu que aquela era a despedida definitiva. Sua mãe realmente havia partido.

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