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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 126

— Preciso atender.

Ao retornar alguns minutos depois, já parecia tenso.

— Aconteceu um problema na empresa. Precisar voltar para a cidade.

— Agora? — perguntou Olívia.

Gilberto franziu a testa.

— É algo sério?

— Parece que sim.

Então Eduardo voltou o olhar para Helena.

— Amanhã você volta com meus pais, vou direto para a empresa.

Helena apenas assentiu. Depois Eduardo saiu apressado e logo depois o barulho do carro partindo.

Carmen não pareceu satisfeita.

— Esses negócios vivem roubando meu neto.

— Deve ter sido algo grave para fazer Eduardo sair desse jeito a essa hora. — Disse Gilberto preocupado.

Apesar de ter deixado o Grupo Monteiro nas mãos de Eduardo, Gilberto estava a par de tudo que acontecia e fazia parte do conselho.

Mais tarde, já no quarto, Helena caminhou lentamente até a janela e afastou a cortina. A lua iluminava parte dos jardins e dos campos ao redor da propriedade.

O silêncio do campo era diferente do silêncio da mansão. Depois de alguns minutos, ela tomou banho e vestiu uma camisola confortável.

Quando se deitou, ocupou apenas um dos lados da cama, mas logo seus olhos voltaram para o espaço vazio ao lado.

E uma lembrança surgiu sem que pudesse impedir, naquela mesma cama ela acordara nos braços de Eduardo.

Lembrou-se do calor do corpo dele, do braço firme em volta de sua cintura, do aconchego que sentiu antes mesmo de abrir completamente os olhos e perceber onde estava.

Helena virou-se para o lado e fechou os olhos. Por mais distante que Eduardo fosse e por mais difícil que fosse entendê-lo. Ela queria que ele estivesse ali.

Então apagou a luz, mas demorou muito mais do que gostaria para adormecer. E, quando finalmente pegou no sono, a última imagem em sua mente foi a de estar novamente nos braços dele naquela mesma cama.

*****

Helena despertou com o sol ainda tímido pela manhã. Antes de abrir os olhos ela virou-se na cama como se procurasse por algo e só encontrou o lado frio e vazio.

Ela havia sonhado com Eduardo, aquele quarto lhe trazia momentos bons, mas ao mesmo tempo dolorosos, porque sabia que por mais que seu corpo ansiava por Eduardo, ele se recusava a se permitir qualquer tipo de envolvimento.

Depois de um banho morno, ela desceu para o café e ouviu a voz de Gilberto pelo telefone, a conversa parecia tensa e pelo que ele dizia era sobre o Grupo Monteiro.

Olívia, sentada num sofá, olhava apreensiva para Gilberto. Assim que a viu, ela se levantou.

— Querida, dormiu bem?

— Sim, obrigada. — Ela olhou para Gilberto que parecia tenso, diferente do homem tranquilo que conhecia. — Aconteceu alguma coisa grave?

— Parece que sim querida.

As duas ficaram em silêncio e após mais alguns minutos, Gilberto desligou e olhou para as duas.

— E então, querido? — perguntou Olívia.

— Parece que a situação está sob controle agora.

Gilberto sentou-se em uma poltrona antes de continuar.

— Durante a madrugada, alguém tentou invadir os servidores do Grupo Monteiro.

Helena arregalou os olhos. Olívia ficou apreensiva.

— Pelo que Eduardo me informou, o alvo eram dados estratégicos da empresa. Contratos, informações financeiras, projetos e alguns arquivos confidenciais.

Olívia levou a mão ao peito.

— Conseguiram?

— Muito pouco.

Gilberto balançou a cabeça.

— O mais estranho é que nossa equipe de segurança digital não conseguiu conter o ataque sozinha. Os invasores conseguiram ultrapassar algumas barreiras de proteção. Mas, antes que acessassem os sistemas principais, alguém interferiu.

— Alguém? Como?— Perguntou Olívia surpresa

— Sim. Uma origem externa bloqueou o ataque e expulsou os invasores da rede.

Helena franziu a testa.

— Então alguém ajudou a empresa?

— Parece que sim.

Gilberto cruzou os braços.

— Nossos especialistas ainda estão tentando descobrir quem foi. O que sabemos é que, sem essa intervenção, os prejuízos poderiam ter sido enormes.

Olívia suspirou aliviada.

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