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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 127

— O jantar já está pronto, por que não come primeiro e depois sobe para descansar? — sugeriu Helena.

— Agora que você falou, percebi que mal comi nesses últimos dias.

Os dois se sentaram à mesa.

Pela forma como Eduardo atacou a comida nos primeiros minutos, Helena percebeu o quanto ele estava exausto.

Mas não era apenas cansaço físico. Havia algo mais, uma tensão incomum que ele tentava esconder.

— Você está preocupado com o ataque? — perguntou ela.

Eduardo ergueu os olhos.

— Sim.

Por alguns instantes, ficou observando o vinho em sua taça antes de continuar.

— Não gosto de perder o controle das situações.

Helena compreendeu imediatamente. Para alguém como Eduardo, não era apenas uma tentativa de invasão.

— Mas conseguiram impedir.

— E isso é justamente o que me incomoda. Vou ter que reforçar toda a segurança do Grupo. Se alguém conseguiu encontrar brechas uma vez, pode tentar novamente.

— E o tal Leon Vargas?

Pela primeira vez, um leve brilho surgiu nos olhos dele.

— Esse nome está me dando mais trabalho do que os próprios invasores.

Helena sorriu discretamente.

— Então pretende encontrá-lo?

— Pretendo descobrir quem ele é.

Depois do jantar, Eduardo subiu para o quarto. Helena recolheu a mesa e, antes de se recolher, preparou uma xícara de chá para ajudá-lo a relaxar.

Sabia que Eduardo não gostava quando ela se esforçava para agir como uma esposa dedicada. Ainda assim, não conseguiu simplesmente ignorar o cansaço estampado em seu rosto.

Com a xícara nas mãos, bateu de leve à porta. Alguns segundos depois, Eduardo abriu.

Ele já havia trocado de roupa. Estava descalço, vestindo apenas a calça de moletom do pijama. O peito nu fez Helena prender a respiração por um instante.

Sentindo o rosto aquecer, ela desviou rapidamente o olhar.

— Trouxe um chá. Achei que poderia ajudá-lo a relaxar e dormir melhor.

Eduardo a observou por alguns segundos. Seu olhar era difícil de decifrar, talvez pelo cansaço, talvez por algo mais. Então ele pegou a xícara de suas mãos.

— Obrigado.

O tom suave de sua voz a surpreendeu. Eduardo raramente falava daquele jeito. Um sorriso involuntário surgiu em seus lábios.

— Boa noite, Eduardo.

— Boa noite, Helena.

Ela se virou e caminhou pelo corredor até o próprio quarto que ficava ao lado do dele. Ao chegar à porta, olhou em direção ao quarto de Eduardo, ele ainda estava parado na porta com a xícara de chá entre as mãos.

Os olhares se encontraram, por alguns segundos, nenhum dos dois se moveu por alguns instantes. Então Helena entrou devagar no quarto e fechou a porta.

Do outro lado do corredor, Eduardo permaneceu parado por mais alguns instantes antes de finalmente entrar e fechar a sua porta também.

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