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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 147

Eduardo virou mais uma dose.

— Eu e Helena não somos como eles.

— Como os Walkers?

Eduardo ergueu os olhos. A bebida já havia derrubado parte das muralhas que costumava erguer ao redor de si.

— Não somos um casal de verdade.

Bruno permaneceu imóvel, mas por dentro sentiu um choque. Nos últimos meses aquela suspeita vinha crescendo, agora a ouvia da boca do próprio Eduardo.

— O que quer dizer com isso?

Eduardo passou a mão pelos cabelos.

— Helena precisava de dinheiro para salvar a empresa. — Seu sorriso era vazio. — E eu precisava de uma esposa... Então fizemos um acordo, um contrato.

Bruno permaneceu em silêncio por uns segundos tentando entender o que acabou de ser revelado.

— Um contrato. — As palavras de Eduardo saíram pesadas. — Só isso. — Os dedos de Eduardo apertaram o copo.

A frase saiu baixa cheia de amargura

— Quer saber a verdade? — continuou Eduardo, com os olhos já turvos pela bebida. — Nosso casamento existe apenas no papel. — Ele riu sem alegria. — A maior mentira da minha vida.

Eduardo ia servir outra dose, mas Bruno segurou a garrafa antes que ele pudesse continuar.

— Chega.

— Me devolve.

— Você já bebeu demais.

Eduardo tentou puxar a garrafa.

Bruno a afastou.

— Vamos voltar para o hotel.

Por alguns segundos, Eduardo permaneceu imóvel.

Então encostou-se no sofá, os olhos estavam perdidos e distantes como se nem estivesse mais naquele bar.

— Sabe qual é a pior parte? — murmurou.

Bruno não respondeu.

— Eu achei que isso seria fácil. — Sua voz saiu rouca. — Era só um contrato. Só um negócio… Nada mais.

Eduardo soltou uma risada amarga.

O silêncio voltou a se instalar entre eles e Bruno ficou observando o amigo. Pouco tempo depois, Bruno conseguiu convencê-lo a deixar o bar.

Bruno voltou com Eduardo para o hotel e o ajudou a chegar ao quarto, Eduardo mal conseguia andar e desabou na cama.

Ele ficou olhando para o corpo inerte de Eduardo, finalmente encontrou a resposta para a pergunta que o perseguia há meses.

O casamento de Helena e Eduardo era real apenas no papel, mas os sentimentos envolvidos nele estavam longe de ser um contrato.

****

Assim que retornou ao país, Bruno fez questão de ir pessoalmente à empresa Vasconcelos para verificar o andamento da produção das pedras destinadas ao complexo comercial do Grupo Lima.

Ao menos, essa era a justificativa oficial. A verdade era bem mais simples: ele queria ver Helena.

Desde a conversa que tivera com Eduardo durante a viagem, não conseguia tirá-la da cabeça. E, por mais inadequado que fosse admitir, a descoberta sobre o verdadeiro estado do casamento dela lhe causara um inesperado sentimento de alívio.

Quando entrou no escritório, Helena ergueu os olhos dos esboços de seus novos designers que analisava e levantou-se imediatamente para recebê-lo.

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