Entrar Via

Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 244

Elizabeth sorriu e voltou a olhar para Helena.

— Então peça a Deus para lhe dar sabedoria. — Fez uma pequena pausa. — Mas não tenha medo de ser honesta com Ele.

Helena franziu levemente a testa.

— Deus já conhece aquilo que existe dentro do nosso coração, Helena. Não precisamos esconder nada Dele.

Aquelas palavras atingiram Helena com uma força inesperada. Ela desviou o olhar para a cidade.

— E se não recebermos a resposta que tanto queremos?

Elizabeth ficou alguns segundos em silêncio.

— Às vezes, a verdade assusta, mas viver uma mentira por medo da verdade pode nos assustar ainda mais. Deus sabe de todas as coisas e mesmo que ache que tudo está perdido ou sem solução. Ele sempre encontra um caminho para nos mostrar que quer o nosso bem, mesmo através do sofrimento e das dúvidas.

Helena sentiu a garganta apertar.

Como aquelas palavras poderiam ser tão exatas, Elizabeth não sabia nada sobre a condição de seu casamento. E, ainda assim, suas palavras pareciam tocar exatamente no ponto que Helena tentava evitar.

— Você fala como se fosse fácil.

Elizabeth sorriu.

— Não é. — Ela olhou novamente para a cidade. — Fé não significa ausência de medo. Significa continuar caminhando mesmo quando temos medo.

Helena ficou em silêncio. Por algum motivo, sentiu os olhos arderem.

Elizabeth percebeu, mas não comentou.

— Obrigada. — A voz de Helena saiu embargada.

— Não precisa agradecer. — Elizabeth sorriu suavemente — Às vezes, Deus coloca pessoas no nosso caminho justamente quando precisamos ouvir alguma coisa.

Por um instante, as duas permaneceram em silêncio. Sem dizer mais nada, Elizabeth se virou e voltou para o salão, deixando Helena sozinha na varanda.

Helena permaneceu imóvel, olhando a mulher se afastar com andar elegante, depois olhou para as luzes da cidade e para o céu escuro acima dela.

*****

O jantar transcorreu em um clima de elegância e cordialidade.

As conversas se espalhavam pelas mesas, alternando entre negócios, investimentos, viagens e assuntos mais leves. O vinho era servido, enquanto os garçons substituíam os pratos discretamente.

No centro de tudo, John e Elizabeth continuavam recebendo a atenção dos convidados.

Eduardo permanecia ao lado de Helena, participando das conversas. Helena sorria, e respondia com educação sempre que alguém se dirigia a ela.

Para qualquer pessoa que a observasse de fora, ela parecia perfeitamente à vontade.

Elizabeth, porém, percebeu pequenas coisas. Não porque soubesse o que Helena estava pensando, muito menos porque fosse capaz de enxergar o futuro ou ler as pessoas.

Era apenas uma mulher acostumada a observar.

Talvez a própria fé tivesse lhe ensinado a prestar atenção àquilo que muitas vezes passava despercebido: um olhar que se desviava, uma pausa antes de uma resposta, um sorriso que não alcançava completamente os olhos.

Em determinado momento, enquanto os homens discutiam um projeto relacionado aos investimentos dos dois grupos, Elizabeth voltou-se para Helena.

— Helena, seu inglês é perfeito. Confesso que não esperava encontrar tantas pessoas aqui que falassem inglês tão bem.

Helena hesitou por um instante.

— Sim. O inglês é muito importante para os negócios. Tenho minha própria empresa de mármore e granito. — Fez uma pequena pausa. — É um negócio de família. Não tem relação com o Grupo Monteiro.

Helena sorriu, se sentindo orgulhosa.

Elizabeth percebeu e entendeu que Helena não dependia do marido, mas não fez qualquer comentário.

— E vocês têm filhos?

Helena sorriu, um pouco constrangida, e desviou os olhos por um instante para Elizabeth não ver seu desconforto.

— Ainda não conversamos sobre isso.

— Entendo.

Elizabeth sorriu com naturalidade, sem demonstrar qualquer curiosidade inconveniente.

— Eu e John temos cinco filhos.

Helena ergueu os olhos, surpresa.

Cinco filhos.

Elizabeth parecia muito mais jovem do que Helena imaginara para uma mulher com uma família tão grande. Mantinha uma aparência elegante e radiante, com uma serenidade que fazia com que sua beleza parecesse ainda mais marcante.

Elizabeth sorriu diante da surpresa de Helena.

— Gostaria muito de conhecê-los.

— Imagino que teremos muitas oportunidades. Eles vieram conosco e estavam ansiosos para conhecer as praias brasileiras.

— Tenho certeza de que vão gostar.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Proibida de Amar Meu Marido