Pouco depois, o jantar chegou ao fim.
As mesas começaram a ser discretamente reorganizadas enquanto os garçons retiravam os últimos pratos.
As luzes do salão diminuíram e a orquestra mudou a música. Os primeiros acordes de uma melodia lenta preencheram o ambiente e convidava os casais a dançar.
Alguns convidados se levantaram.
John foi o primeiro e estendeu a mão para Elizabeth.
— Minha querida?
Ela sorriu.
— Claro.
John a conduziu até o centro do salão e os convidados imediatamente abriram espaço. John colocou uma das mãos na cintura da esposa e segurou a outra.
Elizabeth aproximou-se e os dois começaram a dançar.
O salão pareceu silenciar. Não porque ninguém estivesse conversando, mas porque todos os olhares estavam voltados para eles.
John conduzia Elizabeth com segurança e naturalidade. Ela acompanhava cada movimento com um sorriso tranquilo e os olhos de ambos estavam fixos um no outro..
Em determinado momento, ele disse alguma coisa ao ouvido dela. Elizabeth riu e John também.
Alguns convidados sorriram.
Perto dali, Rogério sorriu.
— Acho que metade do salão está apaixonada por esse casal.
Laura cruzou os braços.
— Não seja exagerado.
— Você está olhando para eles há cinco minutos.
— Estou apenas confirmando minha teoria.
Rogério riu e abraçou Laura e lhe deu um suave beijo no rosto que a fez rir.
Mais adiante, Bianca observava a dança ao lado de Eliane.
— Eles parecem recém-casados.
Eliane sorriu.
— E olha que já estão juntos há anos.
— Acho que isso é o que torna tudo tão bonito.
No centro do salão, John girou Elizabeth suavemente. Ela riu novamente, doce e suave. Os olhares continuavam sobre eles.
Era impossível não admirar aquela cumplicidade.
Eduardo se aproximou de Helena e estendeu a mão.
— Agora é a nossa vez.
Helena olhou para a mão dele. Depois ergueu os olhos, aquele brilho diferente e impossível de interpretar estava lá, ela sorriu e colocou a sua sobre a dele. Eduardo a conduziu até o centro do salão. Quando ficaram frente a frente, Helena percebeu alguns olhares voltados para eles.
— Todos estão olhando — murmurou.
— Com certeza estão nos comparando aos Walkers. — Disse ele inclinando e falando baixo perto de seu ouvido.
O coração dela acelerou. Eduardo colocou uma das mãos em sua cintura e Helena pousou a mão sobre o ombro dele e começaram a dançar.
Só havia os dois casais na pista, era impossível não admirá-los, se o casal Walker se destacava pela levava e cumplicidade, o mesmo acontecia com Eduardo e Helena.
O que ninguém sabia era a verdade que os unia.
Elizabeth sorriu discretamente ao olhar para Eduardo e Helena dançando.
— O que foi? — Perguntou John olhando para a mesma direção que Elizabeth.
— Nada.
— Conheço esse seu sorriso. — John inclinou mais ainda para a esposa. — Está acontecendo algo, não está?
Elizabeth assentiu.
— Eles parecem estar começando a descobrir alguma coisa.
John voltou os olhos para Eduardo e Helena.
— O quê?
Elizabeth apoiou a cabeça por um instante contra o ombro dele.
— Talvez ainda não saibam.
John sorriu.
— Você sempre percebe coisas que eu não percebo.
Elizabeth levantou os olhos para ele. John beijou delicadamente sua testa.
— E quase sempre está certa.
Enquanto isso Helena se deixava levar por Eduardo. Ele a conduzia com firmeza, mas sem pressa. A música preenchia o espaço entre os dois. Eduardo sorriu discretamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Proibida de Amar Meu Marido