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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 253

A conversa no quarto acabou naturalmente se dividindo em pequenos grupos.

Olívia e Constância permaneceram próximas a Carmen, enquanto Gilberto, Benjamin e Eduardo se posicionaram junto à janela e conversavam sobre negócios, principalmente sobre a expansão do Grupo Monteiro e os novos investimentos do grupo.

Margareth, por sua vez, estava sentada no sofá, com as pernas cruzadas e os olhos presos ao celular. Parecia pouco interessada em participar das conversas.

Em outro sofá, Helena estava sentada entre Leonardo e Alberto.

A conversa entre os três era muito mais descontraída. Embora falassem baixo para não incomodar Carmen, vez ou outra uma risada escapava diante de alguma das histórias contadas por Alberto.

Os três pareciam ter a mesma jovialidade.

Eduardo, concentrado na conversa com o pai e o tio, tentava manter a atenção nos negócios, mas, vez ou outra, seus olhos procuravam Helena.

Ela estava completamente descontraída. Sorria com espontaneidade, os olhos brilhavam enquanto conversava, ela mantinha a atenção em Alberto, que a olhava com visível admiração. Em determinado momento ele disse algo que a fez corar e sorrir.

Eduardo observava em silêncio. Ela nunca sorria daquela maneira quando estava com ele. Antes que pudesse se perder ainda mais em seus pensamentos, o médico retornou com os resultados dos exames.

Após analisar os resultados, tranquilizou a família.

— Os exames estão excelentes. A senhora Carmen está com a saúde muito boa para a idade. O desmaio provavelmente foi provocado por uma queda brusca de pressão, mas recomendo que ela descanse e mantenha uma alimentação adequada. Também é importante evitar situações de estresse.

Olívia ouviu atentamente todas as recomendações e fez algumas perguntas antes de agradecer ao médico.

Já era noite quando finalmente deixaram o hospital.

Assim que Carmen foi acomodada no carro, Olívia voltou-se para os mais jovens.

— Sua avó precisa descansar, então nós vamos para casa. Mas vocês poderiam aproveitar um pouco a noite. O que acham?

Alberto abriu um sorriso.

— Tia, a senhora é incrível.

Ele a abraçou espontaneamente, arrancando uma risada de Olívia.

Margareth guardou o celular na bolsa e balançou a cabeça.

— Eu passo. Sou uma mulher casada, lembram? Além disso, meu marido e meu filho provavelmente já estão esperando minha chamada de vídeo. Já estou com saudades do meu pequeno.

Leonardo então olhou para o irmão.

— E você, Eduardo? Vem com a gente?

Eduardo sequer hesitou.

— Não. — O tom foi decisivo.

Ele olhou brevemente para Helena antes de completar:

— Eu e Helena vamos para casa descansar.

Alberto ergueu as sobrancelhas, divertido.

— Então somos só nós dois.

— Não cheguem muito tarde — advertiu Olívia.

Em seguida, voltou-se para Eduardo.

— E vocês poderiam almoçar conosco amanhã. Vamos aproveitar para reunir a família.

Eduardo assentiu.

— Tudo bem.

Pouco depois, todos começaram a se despedir.

Cada um entrou em seu respectivo carro e, aos poucos, os veículos deixaram o estacionamento do hospital.

Eduardo assumiu a direção do próprio carro, enquanto Nelson conduzia o carro de Helena que seguia logo atrás.

Como sempre acontecia quando estavam sozinhos no carro, o silêncio entre Eduardo e Helena logo se tornou incômodo. A leveza dos dias anteriores pareciam ter ficado tão distantes.

Por alguns minutos, nenhum dos dois disse uma palavra.

Eduardo mantinha os olhos na estrada, as mãos firmes no volante. Parecia concentrado no trânsito, mas seus pensamentos estavam longe dali.

— Parece que você e Alberto são bem... próximos. — A frase soou casual, mas havia algo diferente em sua voz.

Helena virou o rosto para ele, intrigada.

— Sim. Nós éramos bons amigos.

Eduardo permaneceu em silêncio.

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