A partida terminou.
Eduardo e Helena venceram por uma vantagem confortável, e Alberto deixou a raquete cair sobre o banco com uma expressão teatral de indignação.
— Isso foi uma injustiça!
Leonardo começou a rir.
— Injustiça? Nós perdemos porque você passou metade da partida tentando conversar com a Helena.
— Eu estava tentando desconcentrá-la.
Helena riu.
— E não conseguiu.
— Exatamente! Esse é o problema. — Alberto apontou para ela. — Ela continua impossível de vencer.
Eduardo, ao lado de Helena, era o único que parecia não estar no clima de descontração.
— Talvez você simplesmente não seja tão bom quanto pensa.
O comentário ácido vindo de Eduardo não abalou nem um pouco Alberto, ele levou a mão ao peito, fingindo-se ofendido.
— Até você, Eduardo?
Leonardo caiu na gargalhada.
— Acho que hoje você perdeu mais do que uma partida.
— Muito engraçadinho.
Os quatro deixaram a quadra com Leonardo e Alberto ainda rindo e implicando um com o outro
Um dos funcionários da casa já os aguardava próximo à área da piscina com uma bandeja contendo água, sucos e algumas frutas.
Helena pegou uma limonada e bebeu alguns goles, ainda recuperando o fôlego.
— Eu tinha esquecido como é bom jogar.
— Então vamos aproveitar — disse Alberto.
Ele apontou para o pequeno campo de futebol.
— Que tal uma partida?
Leonardo imediatamente aceitou.
— Eu topo.
Alberto olhou para Helena.
— E você?
Helena arregalou os olhos.
— Futebol?
— Qual é o problema?
— Eu não sei jogar.
— Não precisa saber. Basta correr atrás da bola.
Helena começou a rir.
— Isso não parece exatamente uma estratégia.
— É a única que você precisa.
Leonardo olhou para Eduardo.
— E você?
Eduardo tomou um gole de água e balançou a cabeça.
— Estou fora.
— Está ficando velho, primo?
Eduardo lançou um olhar indiferente para Alberto e não disse nada.
— Vamos nós três. — Disse Leonardo rindo.
Os três seguiram para o campo.
Eduardo permaneceu próximo à piscina, observando à distância.
A princípio, Helena tentou acompanhar Leonardo e Alberto com alguma seriedade. Mas não demorou para ficar evidente que ela realmente não sabia jogar futebol.
Corria atrás da bola, chegava atrasada, tentava chutá-la e errava o chute.
Alberto não perdoava.
— Helena! A bola está do outro lado!
— Eu sei!
Leonardo começou a rir enquanto dominava a bola. Alberto recuperou a posse e correu na direção dela.
— Então pega!
Com um movimento rápido, passou a bola por entre as pernas de Helena.
Ela ficou parada por um segundo, incrédula.
— Alberto!
Ele saiu correndo, rindo.
Helena finalmente o alcançou e tentou tomar a bola. Os dois se atrapalharam, tropeçaram quase ao mesmo tempo e caíram na grama.
Uma nova explosão de risos tomou conta do campo.
Helena ria de verdade.

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