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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 259

O fim da tarde já se aproximava quando a porta da biblioteca se abriu. Olívia apareceu no vão da porta e ficou alguns segundos observando a cena.

Gilberto, Benjamin e Eduardo continuavam conversando sobre negócios, como se o domingo tivesse sido criado exclusivamente para isso.

Ela cruzou os braços.

— Vocês estão de brincadeira?

Os três ergueram os olhos.

— O quê? — perguntou Gilberto, inocentemente.

— É domingo!

Benjamin sorriu.

— Sabemos disso.

— Sabem? Porque estou começando a achar que vocês esqueceram. — Olívia entrou na biblioteca. — Vocês passaram a tarde inteira falando de investimentos, contratos, expansão e Deus sabe mais o quê.

— Estamos apenas aproveitando o tempo — justificou Gilberto.

— Aproveitando o tempo? — Olívia arqueou uma sobrancelha. — Meu irmão veio passar o domingo com a família e vocês o transformaram em uma reunião do conselho.

Ela então olhou para Eduardo.

— E você, meu filho? Não tem jeito mesmo. Seu pai e seu tio ainda podem ser perdoados. Mas você é o mais jovem e deveria ter juízo suficiente para perceber que existe vida fora dos negócios e uma bela esposa que está sendo negligenciada.

Eduardo olhou sério para a mãe e depois desviou o olhar rapidamente para a janela, para ele, ela não parecia nem um pouco negligenciada. Ela apertou os lábios.

— Está bem, mãe.

Olívia olhou para o copo nas mãos de Eduardo e para a garrafa sobre a mesa de centro, havia menos uísque do que deveria.

Olívia estreitou discretamente os olhos.

Eduardo estava perfeitamente consciente, mas havia algo diferente nele. O semblante continuava sério, porém os músculos do rosto estavam menos tensos e os olhos pareciam ligeiramente mais pesados.

Ela conhecia o filho, Eduardo bebia muito pouco. Olívia lançou um olhar rápido para a janela e um pequeno sorriso surgiu no canto de seus lábios.

Talvez, finalmente, alguma coisa estivesse começando a mudar.

— Muito bem. — Ela bateu palmas uma vez. — Chega de negócios. Vamos todos para a sala.

*****

Pouco depois, a família estava novamente reunida na sala de estar.

Carmen estava acomodada em uma poltrona, satisfeita ao ver todos juntos. Olívia olhou para o filho mais velho.

— Eduardo, você vai jantar conosco. — Não era uma pergunta.

Ele olhou para a mãe.

— Já passamos o dia todo, Helena e eu vamos para casa.

Carmen entrou na conversa.

— Fique, meu neto. Quero aproveitar um pouco mais toda a família reunida.

Eduardo olhou para a avó e percebeu que seria impossível negar.

— Está bem.

Os olhares de Helena e Eduardo se encontraram.

Pouco depois todos se dirigiram para a sala de jantar. Leonardo chegou bem na hora que todos se acomodavam na mesa. Desta vez, Helena sentou entre Eduardo e Alberto. Eduardo lançou um olhar de desagrado, mas nenhum dos dois parecia ter percebido.

— Filho que bom que chegou. O que aconteceu para você sair às pressas? — Perguntou Olívia

Leonardo sentou ao lado de Gilberto e seu semblante estava um pouco preocupado.

— Tentaram invadir o nosso sistema.

Leonardo trazia um semblante mais sério que o habitual.

— Foi um ataque direcionado? — perguntou Eduardo, interessado.

Leonardo assentiu.

— Sem dúvida. Não estavam tentando apenas entrar no sistema. Eles estavam procurando uma porta específica.

— E você conseguiu descobrir qual?

Leonardo pegou o copo de água que estava diante dele.

— Na verdade, eu deixei que eles pensassem que tinham encontrado uma.

Eduardo ergueu os olhos. Todos na mesa se voltaram para Leonardo e ele continuou:

— Era como uma partida de xadrez. Eles avançavam por um lado, eu fechava a passagem. Então criavam outra estratégia e eu mudava o tabuleiro. No final, consegui conduzi-los para um ambiente isolado e expulsá-los antes que chegassem aos dados importantes.

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