Eduardo finalmente soltou seus lábios e passou a percorrer com a boca seu pescoço, a sensação era quase insuportável e ela sentiu o corpo se contorcer sob as mãos dele e isso o acendeu ainda mais.
— Eduardo… por favor…
Ela o queria, mas não em cima de uma bancada… não sem sentimentos… não por causa do efeito da bebida.
Eduardo parecia não escutar, depois de tanto tempo, o desejo estava inflamado em cada poro de Eduardo e ele se deixou levar pelo momento de ardor.
Quando ela sentiu suas mãos abrirem seus vestido e deixar seus seios exposta através da delicada lingerie.
— Como você é linda. — Disse ele ao se afastar um pouco apenas para contemplá-la.
Os olhos dele procuraram os dela, febris e ardentes.
Ele voltou a beijá-la cada vez mais exigentes tanto a boca como as mãos, quando ele abandonou seus lábios e começou a traçar um caminho de fogo descendo pelo seu pescoço. Helena entrou em pânico.
Ela não estava preparada para tanto furor e ímpeto, sonhou com aquele momento, queria mais que tudo… mas era sua primeira vez e ela esperava que ele fosse pelo menos mais carinho. Quando sentiu a virilidade dele de encontro a sua intimidade, ela se assustou.
— Eduardo… por favor… — Ela arfou. — Desse jeito não…
Eduardo ficou imóvel e por um breve momento de lucidez ele ergueu os olhos para ela. Helena estava ofegante, o rosto corado e os olhos ainda assustados.
— Você não me quer? — perguntou ele, a voz grave, quase dolorida de desejo.
— Não é isso… — Tentou falar mas estava tão apavorada que não conseguia encontrar as palavras certas. — Você bebeu… e eu nunca… nunca.
Eduardo a empurrou.
— Então é isso… Você acha que estou bêbado…
— Não… é que eu…
Mas ele a interrompeu, o fogo nos olhos dele foram tomados de raiva e ressentimento.
— Você fica me provocando com outros homens... É essa a sua tática? — disse ele, a voz cada vez mais carregada. — … porque eu sou um homem com sangue nas veias… Helena. Você não tem ideia do inferno que é saber que você dorme ao quarto ao lado… das noites que tive vontade de arrombar aquela porta…
Helena ficou imóvel por um instante, surpresa demais para reagir.
— Eduardo, por favor escute… não é isso… por favor. Escute o que estou tentando dizer…
Mas ele já havia perdido a capacidade de ouvir, virou-se abruptamente e saiu da cozinha como um raio.
— Eduardo!
Helena desceu do balcão e correu atrás dele. Quando chegou à sala, porém, ouviu a porta da frente bater.
Eduardo havia saído e já estava indo em direção ao carro.
— Eduardo!
Ele não olhou para trás.
Helena correu até a varanda, mas só conseguiu vê-lo entrar no carro e sair em alta velocidade. As lanternas vermelhas desapareceram na escuridão.
Ela ficou parada, abraçada a si mesma, tentando entender como uma noite que começara com um simples chá havia terminado daquela maneira.
Lágrimas escaparam sem que quisesse detê-las.
— Eduardo! — Murmurou enquanto observava o caminho por onde Eduardo havia desaparecido.


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