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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 262

Helena permaneceu parada por longos minutos depois que Eduardo desapareceu pela alameda. As últimas palavras dele ainda ecoavam em sua mente.

Você não tem ideia do inferno que é...

Ela levou uma das mãos ao peito. O coração ainda estava acelerado, não apenas pelo que havia acontecido entre eles, mas pela maneira como Eduardo havia saído.

Ele havia bebido. Estava frustrado, irritado e emocionalmente alterado e agora estava dirigindo sozinho em alta velocidade pelas ruas.

Helena olhou novamente para o caminho vazio, não soube dizer quanto tempo ficou ali esperando.

Talvez ele voltasse… talvez tivesse apenas dado uma volta para esfriar a cabeça.

Mas o tempo foi passando, o frio da noite a atingiu e ela entrou na casa passando a andar pela sala.

Ia até a janela, olhava para a alameda e voltava. Sentava-se por alguns segundos, mas não conseguia permanecer quieta.

Olhava para o relógio. Já havia passado tempo demais.

“Onde será que ele está?”

Fechou os olhos e fez uma oração pedindo a Deus que o protegesse e que nenhum mal lhe acontecesse.

Pegou o celular e desbloqueou a ela. Seu dedo pairou sobre o nome de Eduardo por alguns segundos antes de tocar na tela.

O telefone chamou até a ligação cair. Helena respirou fundo e a inquietação começou a se transformar em medo.

Abriu uma conversa com Eduardo e digitou nervosa “Onde você está?”

Ficou olhando para a tela, nenhuma resposta. Então escreveu novamente: “Estou preocupada. Precisamos conversar”

A mensagem apareceu na tela como Entregue.

Helena esperou.

Nada. Nenhuma resposta.

Helena voltou a ligar. Dessa vez, a chamada foi diretamente para a caixa postal.

*****

Enquanto isso, em outro ponto da cidade, Eduardo permanecia sozinho em seu apartamento. O celular, abandonado sobre a mesa, continuava mostrando as mensagens de Helena e as chamadas não atendidas.

Depois de encarar a tela por alguns segundos, Eduardo desligou o telefone.

Por mais difícil que fosse admitir, sabia que, mais uma vez, estava sendo covarde ao fugir dos próprios sentimentos. Helena estava certa. Eles precisavam conversar. Precisavam colocar em palavras tudo aquilo que vinha sendo sufocado entre os dois.

Mas não hoje.

Não enquanto ainda estivesse daquela maneira.

A bebida e o ciúme haviam feito Eduardo perder o controle que sempre se orgulhara de manter. E, para um homem que passara a vida acreditando que podia controlar tudo ao seu redor, perceber que já não conseguia controlar nem a si mesmo era assustador.

Começou a andar de um lado para o outro, inquieto, passando a mão pelos cabelos. Parecia um leão enjaulado, preso dentro dos próprios pensamentos.

Ainda sentia o gosto do beijo de Helena.

Podia sentir o calor do corpo dela junto ao seu, a forma como ela o envolvera e, principalmente, a maneira como, por alguns segundos, tudo ao redor parecera desaparecer.

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