A reunião, que havia durado toda a manhã, finalmente chegou ao fim.
Os diretores e executivos começaram a reunir documentos, fechar pastas e trocar os últimos comentários. Apesar das horas de discussão, havia satisfação nos rostos de ambos os grupos.
As negociações haviam avançado mais do que o esperado.
John se levantou e caminhou até Eduardo.
— Realmente, nossa parceria será uma enorme conquista para ambos os grupos.
John estendeu a mão e Eduardo apertou-a com firmeza.
— Sem dúvida.
Os dois trocaram um sorriso discreto. Homens como eles não comemoravam antes dos resultados aparecerem.
Mas ambos sabiam reconhecer uma negociação bem-sucedida. Bruce aproximou-se logo depois, recolhendo alguns documentos.
— Acredito que conseguimos alinhar os principais pontos para a próxima etapa.
Eduardo assentiu.
— Nossa equipe ficará responsável por concluir os ajustes ainda esta semana.
John olhou para o relógio.
— Então acho que podemos considerar esta manhã produtiva.
— Muito produtiva — concordou Eduardo.
Um grupo mais seleto seguiu então para um dos restaurantes mais sofisticados da cidade. O almoço, porém, estava longe de ser apenas uma pausa.
John continuou fazendo perguntas sobre o mercado brasileiro, a logística e os prazos previstos para a implantação da nova operação.
Eduardo respondia com segurança.
Anthony permanecia próximo do pai, observando atentamente a conversa, enquanto Bruce, como de costume, acompanhava tudo em silêncio, intervindo apenas quando necessário.
Depois do almoço, John fez questão de seguir diretamente para as obras do porto.
Queria conhecer pessoalmente a infraestrutura que seria fundamental para a expansão da parceria.
Ao chegarem, foram recebidos pelos responsáveis pela operação.
Eduardo começou a explicar os detalhes do projeto.
— A ampliação desta área permitirá aumentar significativamente a capacidade de movimentação de cargas. Com os novos equipamentos, teremos uma redução considerável no tempo de embarque e desembarque.
John caminhou lentamente pelo local, observando os guindastes, os contêineres, os acessos e a movimentação dos trabalhadores.
John não se impressionava facilmente.
— E quanto ao prazo? — perguntou.
— Existe uma margem de segurança no cronograma. Prefiro trabalhar com uma estimativa realista do que prometer algo que talvez não possamos cumprir.
Um leve sorriso apareceu no rosto de John.
— Boa resposta.
Bruce, que estava alguns passos atrás, percebeu o olhar de aprovação do chefe. Eduardo continuou explicando a logística da operação.
— É por isso que gosto de conhecer pessoalmente os homens com quem faço negócios.
Eduardo compreendeu o significado. Aquela visita não era apenas para conhecer o porto. John Walker estava avaliando o Grupo Monteiro e, principalmente, estava avaliando Eduardo.
John voltou os olhos para a movimentação do porto.
— Números podem ser manipulados, relatórios podem ser bem escritos... mas quando estamos diante da operação, fica muito mais difícil esconder os problemas.
Eduardo sorriu discretamente.
— Concordo.
A tarde avançou entre visitas, explicações técnicas e longas conversas sobre os projetos que ligariam os dois grupos pelos próximos anos.
Quando finalmente retornaram à sede do Grupo Monteiro, já passava das cinco da tarde.
Já no escritório de Eduardo, Gilberto aguardava a chegada do grupo de executivos, assim que os viu, caminhou até eles com um sorriso cordial.
— Senhor Walker, espero que tenha tido uma boa impressão de nossas operações.
John sorriu e apertou sua mão.
— Uma excelente impressão, senhor Monteiro. Seu filho me mostrou que fiz uma escolha muito acertada ao aceitar esta parceria.
Gilberto lançou um olhar orgulhoso para Eduardo.
— Fico feliz em ouvir isso. Então permita-me fazer um convite. — Gilberto abriu um sorriso. — Gostaria que você e sua esposa fossem jantar em nossa casa amanhã a noite.
John pareceu surpreso.
— Um jantar?
— Algo informal. Nada parecido com os eventos de negócios que vocês provavelmente estão acostumados a frequentar. Apenas família e alguns amigos próximos

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