Helena estava na sala quando ouviu o carro de Eduardo parando em frente à mansão. Logo em seguida, ouviu o som da porta do carro sendo fechada.
Seu coração disparou.
Havia esperado pela volta dele desde cedo.
Ele não havia respondido à sua mensagem nem retornado sua ligação. Durante o dia, Helena desejara ligar novamente, mas sabia que ele estava ocupado e, se não havia falado nada na noite anterior, provavelmente não atenderia.
Assim que ouviu os passos dele se aproximando e a porta da frente sendo aberta, levantou-se e ficou parada no meio da sala.
Quando Eduardo entrou e a viu, estacou surpreso, mas nem tanto, ele já sabia que ela o esperaria.
Os dois permaneceram em silêncio.
O momento que Helena tanto esperara e Eduardo tanto evitara finalmente havia chegado.
Era hora de esclarecer as coisas ou não.
— Eduardo... você chegou. — A voz dela saiu quase como um sussurro.
— Ainda acordada. — Ele falou baixo, e o cansaço era evidente em sua voz.
— Você jantou?
Era uma pergunta simples, quando, na verdade, queria perguntar tantas outras coisas. Queria saber por que ele havia partido daquela maneira, por que não respondeu sua mensagem, o que aquele beijo havia significado para ele.
Mas não encontrou coragem para nenhuma delas.
— Não. — A resposta dele foi curta.
— Eu preparei o jantar. Se quiser, posso servi-lo.
Eduardo a observou por alguns segundos.
— Seria ótimo.
Helena sorriu, aliviada.
— Só vou aquecer. Não demoro.
Ela se virou para ir até a cozinha.
— Helena.
Ela parou e olhou para trás apreensiva. Eduardo ainda estava parado no mesmo lugar.
— Obrigado.
Ela apenas assentiu e seguiu para a cozinha.
Enquanto Helena preparava os pratos para aquecer, Eduardo pegou uma garrafa de vinho e a abriu. Serviu duas taças, uma para ele e outra para ela.
Entregou a dela.
— Obrigada.
Nenhum dos dois tocou nas taças naquele momento.
Eduardo começou a arrumar o espaço para que pudessem comer ali mesmo, Helena terminou de aquecer os pratos e os colocou sobre a bancada.
Sentaram-se um de frente para o outro.
— Você estava me esperando esse tempo todo? — perguntou ele.
— Sim.
A resposta foi simples e sincera. Mesmo porque, ela não tinha fome até ele chegar.

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