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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 280

Ao chegarem em casa naquela noite, o clima entre Eduardo e Helena era bem diferente. A tensão entre eles agora não era de silêncio pesado, mas algo mais calmo, íntimo demais, ao ponto de nenhum dos dois parecer estar disposto a subir para seus quartos separados.

— Quer beber alguma coisa? — perguntou Eduardo, em tom suave.

— Sim, por favor. — Helena ficou surpresa e sorriu levemente.

— O que prefere?

— Acho que vinho seria muito bom.

— Excelente escolha.

Eduardo foi até a adega, que ficava nos andares inferiores. Helena o acompanhou. A noite estava fresca e, enquanto Eduardo escolhia o vinho, Helena seguiu para o jardim. Apesar de morar ali havia quase três anos, poucas vezes ia até aquele lugar. Frequentava a academia, mas raramente se permitia simplesmente caminhar pelo jardim.

Parou em um grande deck onde havia sofás confortáveis de vime, mas permaneceu de pé, contemplando a cidade iluminada ao longe.

— É uma bela vista.

A voz de Eduardo a fez se virar e ela quase perdeu o fôlego.

Ele vinha em sua direção trazendo duas taças em uma das mãos e a garrafa de vinho na outra. Um leve sorriso descansava em seus lábios. Seu semblante estava diferente, mais relaxado do que Helena estava acostumada a vê-lo, e os dois primeiros botões da camisa estavam desabotoados.

Ela tentou desviar os olhos, e agradeceu por estar sob o luar e ele não poder o brilho de seus olhos e as faces coradas.

Eduardo serviu as taças e estendeu uma para ela.

Helena sorriu e aceitou.

Os dois se sentaram nos sofás e, por alguns instantes, apenas contemplaram o céu. A lua estava especialmente bela naquela noite, uma super lua que parecia ainda mais próxima e luminosa sobre a cidade.

Conversaram enquanto bebiam. Ainda assim, havia uma tranquilidade entre eles que há muito não existia.

Ficaram ali por um bom tempo, apenas apreciando a companhia um do outro.

— Sabe no que pensei agora? — perguntou Helena.

Eduardo voltou os olhos para ela.

— Na casa de praia... quando achamos que poderíamos ter uma boa convivência.

Um pequeno sorriso surgiu no rosto dele.

— Ainda podemos.

Helena sustentou seu olhar, sentindo o coração aquecer.

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