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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 281

Quanto a Eduardo e Helena, os dias que se seguiram foram difíceis de suportar para ambos. Já não conseguiam esconder completamente o que sentiam um pelo outro.

Talvez os sentimentos de uma mulher apaixonada fossem diferentes dos de um homem.

Helena não sabia como atravessar as barreiras de Eduardo, por isso fazia o que estava ao seu alcance. Esperava por ele quando sabia que chegaria tarde, preparava suas refeições preferidas, deixava pequenos gestos de carinho espalhados pela rotina e procurava tornar a casa mais acolhedora.

Não fazia aquilo para exigir alguma coisa em troca. Talvez, no fundo, ainda esperasse que algum daqueles gestos conseguisse tocar seu coração.

Eduardo, porém, enxergava tudo de outra maneira.

Para ele, cada cuidado de Helena parecia uma tentativa silenciosa de fazer parte de um mundo que era dele. Um mundo onde ele tinha o controle, onde tudo era organizado e previsível conforme ele havia traçado.

Quanto mais ela se aproximava, mais ele sentia que perdia o controle sobre algo que sempre acreditara dominar.

Naquela noite, ao chegar em casa, encontrou Helena na sala. Ela estava sentada no sofá, lendo com uma taça de vinho em uma das mãos, enquanto uma música suave preenchia o ambiente.

Ao perceber sua presença, ela ergueu os olhos.

Eduardo parecia cansado. As olheiras, discretamente mais marcadas nos últimos dias, denunciavam noites mal dormidas.

— Boa noite.

Eduardo tirou o paletó e o deixou sobre uma poltrona.

Helena fechou o livro e olhou para ele atenciosa.

— Preparei o jantar. Quer comer primeiro?

Ele a encarou por alguns segundos.

— Você não precisava esperar por mim.

— Eu sei. Mas eu quis mesmo assim.

A resposta simples o desconcertou. Ele ficou olhando enquanto ela pegava outra taça e servia vinho, depois entregou a ele.

— Obrigado. — A voz saiu baixa.

Eduardo sentou em uma das poltronas e afrouxou o nós da gravata.

— Foi um dia difícil? — Perguntou ela com voz suave e se aproximou dele

— Foi. — a resposta veio baixa, havia cansaço, mas não frieza.

Eduardo tomou um gole de vinho e fechou os olhos esfregando a testa com uma das mãos.

Helena se aproximou dele por trás e com as mãos inseguras tocou os ombros de Eduardo, imediatamente ela sentiu os músculos dele se retesaram.

Um pequeno sorriso surgiu no rosto dela.

— Relaxe, vou fazer uma massagem.

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