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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 282

As mãos de Helena seguravam sua camisa, puxando-o para si. Eduardo abriu os olhos. O desejo o consumia, acompanhado da certeza de que, se continuasse, aquilo deixaria de ser apenas um beijo.

Ele se afastou devagar e Helena o olhou, confusa.

— Eduardo...

Ele permaneceu em silêncio por alguns segundos, tentando recuperar o controle.

— É melhor parar.

— Mas você...

Eduardo passou a mão pelo rosto e respirou fundo.

— Se eu continuar, Helena, não vou conseguir fingir depois que nada aconteceu entre nós.

Ela sentiu o coração disparar.

— Mas aconteceu, Eduardo... e você sabe que esse beijo foi muito mais do que aparenta.

Aquelas palavras o atingiram com a verdade e Eduardo se levantou. Precisava se afastar.

— Você acha que está sendo fácil para mim parar assim? Não te beijar de novo... e de novo...

Helena também se levantou.

— E se eu disser que não me importo com contrato ou cláusula? Que eu...

— Não diga mais nada, Helena. — Ele a interrompeu, afastando-se ainda mais. — Vou tomar um banho.

Ele deixou a sala antes que ela pudesse falar algo mais.

Os minutos passaram e quase uma hora depois, Eduardo apareceu na sala de jantar.

Helena estava sentada à mesa, com o prato vazio à sua frente e uma taça de vinho entre os dedos.

Ao erguer os olhos, encontrou o olhar de Eduardo, não havia frieza nele. Havia aquele brilho difícil de decifrar, carregado de coisas que ele parecia determinado a não dizer.

Mas Eduardo percebeu o que havia nos olhos dela.

Mágoa.

— Vou servir o jantar — disse ela, levantando-se.

Foi para a cozinha antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.

Naquela noite, comeram em silêncio.

Nenhum dos dois procurou o olhar do outro, mas o beijo permanecia presente entre eles na memória, na respiração e naquilo que nenhum dos dois conseguia mais fingir que não existia.

Quando terminaram, Eduardo permaneceu alguns instantes à mesa.

— Helena.

— Sim?

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