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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 284

— O que é isso? — perguntou Bianca ao ver o cartão de visita que Helena acabara de entregar.

— É o contato do dono de uma galeria de arte — respondeu Helena, sem se aprofundar.

Bianca arregalou os olhos ao reconhecer o nome.

— Você está falando de Augusto Valença? Eu já ouvi falar dele. Ele é um dos galeristas mais criteriosos do país. Dizem que é extremamente exigente com as obras que escolhe para expor. Como você conseguiu o contato dele?

As mãos de Bianca começaram a tremer. Jamais imaginara que teria a oportunidade de conhecer alguém como Augusto Valença, proprietário da conceituada Galeria Bellart, uma das mais respeitadas galerias de arte do país.

Helena percebeu a ansiedade da prima e sorriu.

— Ainda não é nada concreto. Um cliente viu seu quadro, gostou muito e enxergou potencial no seu trabalho.

— Que cliente?

Helena conteve o sorriso. Não poderia dizer que era Bruno. Ele havia pedido discrição, e ela já desconfiava de que Bianca carregava sentimentos fortes por ele. Ao mesmo tempo, não tinha certeza de que Bruno sentisse o mesmo.

— Primeiro, ligue para o senhor Augusto e marque um horário.

Bianca estava tão nervosa que não insistiu.

— Ligar? Você acha que ele vai me atender?

— Só existe uma maneira de descobrir.

Bianca pegou o celular. Seus dedos tremiam enquanto digitava o número. Hesitou por alguns segundos e olhou para Helena.

— E se ele não atender? Ou se disser que não tem interesse?

Helena se aproximou e tocou e lhe deu um sorriso de encorajamento.

— Bianca, você não tem nada a perder.

Ela respirou fundo, finalmente tomou coragem e pressionou para chamar. Não demorou muito, e uma voz masculina, grave e segura, atendeu do outro lado.

— Galeria Bellart, Augusto Valença falando.

Bianca engoliu em seco.

— Senhor Valença... aqui quem fala é Bianca Soares…

Enquanto ouvia a resposta do outro lado da linha, manteve os olhos fixos em Helena, como se buscasse nela coragem para continuar.

*****

Helena ainda sorria, satisfeita, depois da saída de Bianca. Ela havia conseguido marcar um horário com Augusto Valença e, para surpresa de ambas, o galerista queria conhecer pessoalmente o ateliê da jovem.

Segundo Augusto, o ambiente de trabalho de um artista revelava muito sobre ele, sobre seu processo criativo e até sobre a maneira como enxergava suas próprias obras. Por isso, iria até o ateliê de Bianca ainda naquele dia.

Helena sorriu novamente, feliz por ela. Foi então que seu celular vibrou sobre a mesa. Ela franziu a testa ao olhar para a tela.

Era um número desconhecido, pensando que poderia ser um cliente, abriu a conversa e seus olhos arregalaram.

Havia uma fotografia.

Era ela com Danilo no shopping, no dia em que havia combinado de encontrar Laura. A imagem havia capturado exatamente o momento em que ele pousara a mão sobre a dela. O gesto tinha sido breve, e Helena retirou a mão quase que imediatamente, mas alguém havia conseguido registrar aquele instante.

Ela sentiu um frio percorrer o corpo, tinha certeza de que aquilo era uma armação.

Abaixo da fotografia, havia uma mensagem:

“Encontre-me na cafeteria perto da empresa em quinze minutos ou essa e muitas outras fotos irão chegar até seu marido e às mídias.”

Helena apertou o celular com força.

“Mas que canalha, quem poderia ser.”

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