O helicóptero pousou suavemente naquela ensolarada manhã de domingo, em uma propriedade particular diante de uma praia de águas cristalinas e areia branca.
John e Elizabeth Walker foram pessoalmente receber os convidados.
John estava completamente à vontade, usando bermuda e camisa polo, enquanto Elizabeth vestia um leve vestido branco que se movia com a brisa do mar. Os dois receberam Eduardo e Helena com a naturalidade de velhos conhecidos.
Dessa vez, porém, havia algo diferente em John. Não era o olhar do grande empresário acostumado a negociar milhões, mas o de um pai de família feliz por receber amigos em sua casa.
— Sejam muito bem-vindos — disse Elizabeth, abrindo um sorriso acolhedor. — Estamos muito felizes que tenham vindo.
— O prazer é nosso — respondeu Eduardo.
Os quatro caminharam em direção à mansão.
A propriedade era ampla e elegante, mas perfeitamente integrada à natureza. A mansão, com seus três níveis envidraçados, ficava de frente para o mar e era cercada por jardins, piscinas em diferentes níveis e grandes áreas abertas.
No deck da varanda coberta, junto à área gourmet, estavam Bruce e Chloe, também vestidos de maneira descontraída.
Bruce se aproximou primeiro.
— Senhor Monteiro.
— Bruce.
O cumprimento foi cordial, embora ainda formal. Bruce não tinha a liberdade de chamar Eduardo pelo nome, pois, para Eduardo, ele continuava sendo apenas o assistente de John.
John interrompeu a formalidade:
— Vamos para a praia. As crianças estão nos esperando.
Pouco depois, todos seguiram para a areia.
Uma grande tenda branca havia sido montada próxima ao mar, com tecidos leves balançando ao sabor da brisa. Sob ela, uma mesa comprida estava preparada com frutas frescas, pães, pequenos sanduíches, salgados leves e jarras de sucos naturais, tudo disposto de maneira simples e elegante. Ombrelones, espreguiçadeiras e cadeiras completavam o espaço, criando um ambiente confortável para a família aproveitar o domingo à beira-mar.
Mais adiante, as crianças brincavam na areia ou se aventuravam no mar, sempre sob o olhar atento e discreto dos cuidadores e seguranças.
Eduardo observou a movimentação até reconhecer Anthony.
O rapaz estava sentado em uma espreguiçadeira protegida por um ombrelone, tocando violão para uma garotinha de três ou quatro anos, que o observava encantada.
Mas bastou as crianças maiores perceberem a chegada dos pais para tudo mudar.
— Pai! Mãe!
Os gêmeos correram pela areia e se atiraram nos braços dos pais. Apesar dos oito ou nove anos, ainda carregavam aquela espontaneidade de crianças pequenas quando abraçaram John e Elizabeth.
— Vocês demoraram! — reclamou o menino. — Pai, você prometeu jogar futebol com a gente.
— Eu sei — disse John, sorrindo. — Mas primeiro cumprimentem nossos convidados.
Os dois olharam para Eduardo e Helena. Os rostos parecidos com os dos pais ganharam sorrisos cheios de covinhas.
— Eduardo, Helena, estes são Luke e Luise.
— Bom dia — disseram os dois, quase ao mesmo tempo.
— Bom dia — respondeu Helena, encantada.
Elizabeth riu.
— Não se deixem enganar por essas carinhas de anjo. Eles são capazes de transformar qualquer domingo tranquilo em uma aventura. Estão sempre aprontando alguma coisa.
— Mãe! — protestou Luise, fingindo indignação.
John beijou a testa da filha.

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