Depois de mais alguns minutos de jogo, John colocou as mãos nos joelhos, recuperando o fôlego.
— Acho que já chega — disse, rindo. — Se continuarmos, amanhã não conseguirei sair da cama.
Bruce soltou uma gargalhada.
— Está ficando velho, John.
— Cuidado, Bruce. Ainda consigo correr mais que você.
Eduardo ficou observando a forma como John e Bruce se tratavam como velhos amigos.
Os três caminharam de volta até a grande tenda montada próxima à praia, onde encontraram um enorme balde de gelo repleto de garrafas de cerveja.
John pegou uma, abriu e entregou a Eduardo, depois pegou uma.
— Depois de uma partida dessas, acho que merecemos.
Eduardo ergueu a garrafa em um pequeno brinde.
— Concordo.
Bruce se juntou a eles, e os três se sentaram nas cadeiras próximas à mesa, observando as crianças continuarem a brincar na areia.
Por alguns minutos, conversaram sobre o jogo, o calor, a praia e as diferenças entre passar algumas horas longe dos negócios e ficar com a família.
Eduardo estava olhando para as crianças brincando na areia. John acompanhou o olhar dele.
— Esses são os melhores momentos da vida, estar ao lado dos que amamos, minha esposa, meus filhos e meus amigos.
Eduardo olhou para ele por um instante, absorvendo aquelas palavras.
Antes que pudesse responder, uma pequena figura veio correndo pela areia coberta de areia, ela e Mary estavam tentando construir um castelo de areia.
— Papai!
Emily parou diante de John.
— O que foi, pequena?
— Quero nadar!
John colocou a garrafa sobre a mesa.
— Então vamos.
Pegou a filha no colo e caminhou em direção ao mar.
— Espera por nós! — gritou Luke.
As outras crianças correram atrás deles.
Bruce ao ver os filhos entrando na água, as crianças riram e o chamaram.
— Papai, vem!
Bruce levantou-se e foi ao encontro dos filhos. Eduardo ficou observando eles se afastarem,
Logo, John, Bruce e todas as crianças já estavam no mar.
Emily ria nos braços do pai enquanto ele a erguia acima das ondas. Luke e os irmãos brincavam ao redor, e os filhos de Bruce se juntavam à algazarra.
Na areia, as mulheres vendo a animação e o calor que fazia pensaram em fazer o mesmo. Chloe foi a primeira a se levantar.
— Bem... Não vamos ficar de fora.
Elizabeth riu.
— Claro que não. Vamos Helena?
Helena viu Eduardo sozinho tomando uma cerveja.
— Eu vou daqui a pouco.
Elizabeth acompanhou o olhar dela e deu um leve sorriso.
— Claro.
Choe e Elizabeth usavam maiôs e mostravam o belo corpo muito bem cuidado. Helena ainda de saída de praia foi ao encontro de Eduardo.
Ao vê-la se aproximar, o semblante de Eduardo ficou sério, ele travou o maxilar e desviou os olhos dela.
Helena não conseguia entender o que havia acontecido para ele ficar tão frio e distante novamente. Mas como esposa, ela deveria estar perto dele diante de todos. Desde que chegaram eles não interagiram, talvez ninguém tenha percebido.
Helena sentou em silêncio ao lado de Eduardo, a brisa no mar era reconfortante diante do calor. Ela olhou de canto de olho para Eduardo, ele olhava fixo para o mar que estava cheio de vozes, risadas e brincadeiras.
— Eles parecem uma família tão feliz. — Comentou Helena.

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