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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 304

As músicas já não tinham a mesma intensidade de algumas horas antes. Alguns convidados começavam a se despedir, enquanto outros permaneciam reunidos em pequenos grupos, prolongando as conversas antes de finalmente deixarem o hotel.

Laura e Rogério continuavam recebendo os últimos abraços e felicitações.

John e Elizabeth estavam entre os que se preparavam para partir.

— Foi uma noite linda — disse Elizabeth, abraçando Laura. — Sejam muito felizes.

— Obrigada por terem vindo. Foi muito especial ter vocês aqui.

John apertou a mão de Rogério.

— Cuide bem dela.

Rogério sorriu.

— Pode deixar.

Eduardo e Helena também se preparavam para partir. Helena se despediu de Laura com um abraço demorado.

— Estou muito feliz por você.

— Eu também estou feliz por você — respondeu Laura, olhando-a nos olhos.

Helena sorriu, sem saber exatamente o que havia por trás daquela frase.

Logo depois, Eduardo e Helena deixaram a festa de braços dados. Do lado de fora do hotel, o motorista já os aguardava com a porta aberta. Eduardo estendeu a mão para ajudá-la a entrar e, em seguida, contornou o veículo.

Pouco depois, partiram.

Dentro do carro, o silêncio era quase absoluto. Mas era um silêncio que parecia dizer mais do que qualquer conversa.

Os dois sabiam que, naquela noite, enquanto dançavam, haviam chegado perto demais de admitir aquilo que tentavam evitar: a atração entre eles já não podia ser ignorada.

O carro seguiu pela noite, enquanto as luzes da cidade passavam pelas janelas. Quando chegaram à mansão, Eduardo abriu a porta para Helena.

— Obrigada.

Os dois caminharam lado a lado até a casa, durante o caminho comentando sobre o casamento, a festa e algumas situações divertidas que haviam acontecido durante a noite. Eduardo estava mais sereno, quase sem as reservas que costumava manter entre eles.

Ao entrarem na casa silenciosa, porém, a conversa foi diminuindo até desaparecer. As luzes indiretas deixavam os ambientes mergulhados em uma atmosfera intimista e o silêncio voltou a envolvê-los.

Quando chegaram diante do quarto de Helena, ela se voltou para ele.

Por alguns segundos, nenhum dos dois disse nada.

— Está tarde. É melhor irmos dormir — disse Eduardo.

— É...

— Boa noite.

Helena colocou a mão na maçaneta, mas não abriu a porta imediatamente. Permaneceu ali por alguns segundos, como se relutasse em encerrar aquela noite.

Antes que pudesse girar a maçaneta, ouviu a voz dele.

— Helena.

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