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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 305

O dia seguinte era domingo, e Helena despertou mais tarde do que de costume. O quarto permanecia na penumbra, protegido pelas cortinas blackout, e por alguns instantes ela ficou deitada, ainda sonolenta.

Havia demorado a adormecer na noite anterior. Repassara mentalmente os acontecimentos do casamento, as danças, os olhares e, principalmente, o beijo de boa-noite que Eduardo lhe dera diante da porta de seu quarto.

Um sorriso surgiu em seus lábios.

Apesar de tudo o que aquele simples gesto havia despertado em seu coração, quando finalmente adormeceu, seu sono foi tranquilo.

Helena levantou-se e, depois de um banho rápido, vestiu-se para descer. Ao se aproximar da cozinha, sentiu o aroma do café pela casa.

Franziu levemente a testa.

Era domingo, dia de folga dos empregados, e raramente ela e Eduardo permaneciam em casa naquele dia. Por isso, o aroma vindo da cozinha lhe pareceu estranho.

Mas a surpresa maior veio quando entrou. Eduardo estava diante do fogão, preparando o café da manhã.

Ao perceber sua presença, ele ergueu os olhos e sorriu de leve.

— Já acordou. O café está quase pronto.

Helena olhou para ele, depois para o fogão.

— Eu não sabia que você sabia cozinhar.

Eduardo lançou um olhar para a frigideira.

— Na verdade, mal sei fazer ovos mexidos com bacon e torradas.

Ela se aproximou para observar.

— A aparência está ótima. E o cheiro também.

— Obrigado. Você pode arrumar a mesa?

— Claro.

Enquanto Helena colocava a mesa, Eduardo terminou os ovos, retirou as torradas do aparelho e organizou tudo nos pratos. Em seguida, serviu o café para os dois.

Helena se sentou e observou o prato à sua frente.

— Parece muito bom.

— Diga isso depois de experimentar.

Ela pegou o garfo e provou uma pequena porção.

O sabor não era exatamente extraordinário. Talvez faltasse um pouco de tempero, mas estava longe de ser ruim.

Eduardo, que havia acabado de provar o próprio prato, observava sua reação com uma expectativa quase divertida.

— Não está bom, não é?

Helena tentou esconder um sorriso.

— Está bom, sim. Talvez...

Levantou-se, pegou o saleiro e acrescentou um pouco de sal ao seu prato e ao dele.

— Isso ajuda um pouco.

Provou novamente.

— Hum... agora ficou bem melhor.

Eduardo experimentou mais uma vez e assentiu, satisfeito.

— O toque feminino faz toda a diferença.

Helena riu.

— Então da próxima vez você já sabe o que fazer.

— Talvez eu precise de algumas aulas.

Os dois trocaram um sorriso.

Por alguns segundos, o café da manhã pareceu estranhamente simples. E justamente por isso, especial.

Eduardo tomou um gole de café e fez uma pequena expressão de aprovação.

— Pelo menos o café ficou no ponto.

Helena experimentou o seu e concordou.

— Esse você acertou.

— Ainda bem. Já estava começando a questionar minhas habilidades culinárias.

Ela riu novamente.

Era uma cena banal, mas Helena percebeu como havia algo diferente naquela manhã. Talvez fosse a maneira como ele estava ali, sem pressa, ou simplesmente o fato de os dois estarem dividindo um momento que não tinha sido planejado por ninguém.

Eduardo também parecia notar aquilo.

Depois de alguns instantes, seus olhos percorreram Helena.

— Você vai sair?

— Hoje tenho o almoço de família na casa dos meus tios. Todo mês, a tia Glória prepara um almoço especial.

— Eu não sabia.

Helena ficou um pouco séria.

Não era exatamente uma surpresa. Eles mal se encontravam em casa aos domingos e, apesar de dividirem o mesmo teto, conheciam muito pouco da rotina um do outro.

Eduardo percebeu a mudança em seu semblante e teve a mesma constatação. Havia tantas coisas sobre Helena que ele desconhecia e aquilo não lhe pareceu apenas uma consequência do contrato.

— Posso ir com você?

Helena ergueu os olhos, surpresa.

— É um almoço simples, Eduardo.

Ele sustentou o olhar dela com um olhar sereno, que Helena rara vezes viu.

— Eu também gosto das coisas simples.

O sorriso de Helena se alargou, Eduardo compartilhar um domingo com sua família era algo que ela nunca imaginou, talvez eles começavam a transformar um pequeno pedaço de vida compartilhada que ainda não deram oportunidade de acontecer.

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