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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 307

O restaurante escolhido por Eduardo era sofisticado. A iluminação suave, a música baixa e o movimento discreto dos garçons criavam um ambiente agradável, perfeito para uma noite tranquila.

E, naquela noite, Helena estava feliz como há muito tempo não se sentia, era uma felicidade tranquila como se o coração finalmente encontrasse o aconchego que sempre buscou, e esse aconchego era o calor da presença de Eduardo.

Sentada diante de Eduardo, conversava sobre coisas que nunca tinham parado para contar um ao outro, detalhes que, provavelmente, jamais imaginariam compartilhar em uma mesa de jantar.

— Então, você e seus primos cresceram juntos — disse Eduardo, depois de ouvir uma história da infância de Helena.

— Sim. Naquela época, não tínhamos muito. Meu tio e meu pai estavam começando seus negócios. Foi difícil no início, mas eles nunca desistiram.

Eduardo sorriu. Dessa vez, um sorriso verdadeiro, espontâneo, como Helena raramente o vira dar.

— E você? Me conta um pouco de você e Leonardo.

Eduardo sorriu novamente, como se buscasse na memória um passado distante, e começou a contar um pouco de sua infância.

Sua mão estava sobre a mesa, próxima à dela. Sem pensar muito, Helena aproximou os dedos. Eduardo percebeu o gesto, virou a mão e entrelaçou os dedos aos dela.

Helena olhou para as mãos unidas e pensou que, finalmente, Eduardo estivesse deixando de lado as cláusulas, os limites e o medo.

Talvez aquele casamento estivesse se tornando aquilo que deveria ter sido desde o começo.

Um casamento de verdade.

Ela ergueu os olhos para Eduardo. Não disseram nada, nem era preciso, o gesto falava por si. O encanto foi quebrado com a chegada do garçom, que começou a servir os pratos.

O jantar transcorreu leve. Nenhum dos dois tinha pressa de comer. O vinho, a comida, a conversa... Tudo parecia perfeito.

Até que o sorriso de Helena desapareceu no instante em que seus olhos pararam em uma mesa do outro lado do salão.

O mundo pareceu ruir e seu semblante mudou na mesma hora ao ver o homem que a encarava.

Danilo.

O coração de Helena disparou. Ela apertou a haste da taça que segurava, e seu rosto perdeu a cor. Os últimos acontecimentos a haviam feito esquecer, por alguns instantes, a chantagem de Danilo. Mas, ao vê-lo, tudo voltou à sua mente.

Danilo já havia percebido que fora visto. Lançou os olhos na direção dela e fez um pequeno aceno com a cabeça, quase cordial. Como se tivesse ido até ali justamente para que ela o visse.

Depois, voltou tranquilamente à conversa com o homem sentado à sua mesa.

Helena sentiu o estômago revirar. A comida perdeu o sabor. Tentou se controlar e manter a calma, mas a presença de Danilo era um alerta silencioso: O tempo estava passando.

Eduardo percebeu a mudança imediatamente.

— Helena?

Ela piscou, tentando recuperar a naturalidade.

— Sim?

— O que aconteceu?

— Nada.

Eduardo acompanhou a direção do olhar dela e então viu Danilo.

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