Quando Bernardo abriu a porta, Gabriella já estava diante dos monitores, alternando entre diferentes painéis de segurança. Eduardo permanecia de pé atrás dela, acompanhando os indicadores.
Ele cumprimentou Bernardo apenas com um aceno.
— Como estamos?
Gabriella não tirou os olhos das telas.
— Precisamos de ajuda. São muitos.
Bernardo sentou-se ao lado dela e conectou o notebook.
— O que eles estão tentando atingir?
— Vários serviços ao mesmo tempo. Estamos segurando o tráfego externo, mas há tentativas de autenticação e exploração acontecendo em paralelo.
Eduardo observava os gráficos que se movimentavam rapidamente.
— E os sistemas críticos?
— Ainda protegidos. Mas, se eles conseguirem passar por uma das camadas, podemos ter problemas.
Bernardo começou a trabalhar ao lado de Gabriella.
Durante alguns minutos, os dois atuaram em conjunto: a equipe isolava os pontos mais pressionados, reforçava os bloqueios e desviava o tráfego suspeito enquanto monitorava as tentativas de acesso.
Mas os alertas continuavam surgindo.
Gabriella respirou fundo.
— Eles estão mudando de estratégia.
Bernardo assentiu.
— E estão fazendo isso rápido demais.
Foi nesse momento que a porta se abriu e Leonardo entrou.
Eduardo virou-se imediatamente.
— O que você está fazendo aqui?
Leonardo não perdeu tempo.
— Explico depois.
Aproximou-se da mesa, abriu o notebook e conectou-o à rede de monitoramento.
Gabriella olhou para ele, confusa.
— Leonardo...
Ele analisou as telas por alguns segundos.
— Esses caras são muitos... e são bons. Vieram com tudo ao mesmo tempo.
Gabriella franziu a testa.
— Como você sabe disso?
Leonardo sequer levantou os olhos.
— Porque sei o que são.
Começou a trabalhar. Bernardo olhou rapidamente para ele e entendeu que não era hora de discutir.
— Gabriella, mantenha o isolamento dos serviços comprometidos. Eu vou acompanhar as tentativas de autenticação.
— Certo.
Leonardo apontou para uma das telas.
— Eles estão usando o volume de tráfego para esconder as tentativas reais. Não caiam nessa.
Gabriella percebeu o padrão.
— Então o ataque de sobrecarga é uma distração?
— Parte dele.
Os três passaram a atuar em conjunto.
Gabriella reforçou os bloqueios e manteve os sistemas essenciais isolados. Bernardo identificou e neutralizou as tentativas de acesso que conseguiam atravessar as primeiras barreiras. Leonardo rastreou os padrões do ataque e ajudou a equipe a distinguir o ruído das tentativas realmente perigosas.
Por alguns minutos, a sala foi tomada pelo som dos teclados e pelos alertas dos monitores. Até que, pouco a pouco, os indicadores começaram a cair. Um após outro, o tráfego anormal diminuiu.
Os últimos alertas começaram a desaparecer das telas. Gabriella acompanhou os indicadores até que, pouco a pouco, a atividade anormal cessou.
— Conseguimos — murmurou.
Gabriella recostou-se na cadeira, soltando o ar que parecia estar prendendo havia minutos.
Bernardo soltou o ar lentamente. Leonardo, porém, continuou olhando para a tela.
— Ainda não acabou.
Gabriella franziu a testa.
— O que você encontrou?
Ele ampliou uma das janelas do monitor.

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