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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 72

Mesmo à distância, Eduardo se destacava naturalmente entre as pessoas. Alto, postura impecável, presença dominante. Havia algo quase intimidante na forma como atravessava o ambiente. Mas era impossível ignorar também a beleza máscula e fria que atraía atenção por onde passava.

Os olhares dos dois se encontraram no mesmo instante e Helena sentiu o coração falhar por um segundo.

Eduardo manteve os olhos fixos nela, frios e sombrios e depois ele deslizou lentamente para Henrique ao lado dela.

Eduardo atravessou a feira cercado por olhares e murmúrios discretos. A presença dele parecia alterar o ambiente ao redor. Elegante, imponente, impossível de ignorar, é claro que todos ali sabiam quem ele era.

Ao chegar ao estande da Vasconcelos, cumprimentou Clara primeiro.

— Senhora Clara.

— Senhor Eduardo — respondeu ela, claramente surpresa com a presença dele ali.

Em seguida, Eduardo voltou-se para Renato e Glória.

— Senhor Renato. Senhora Glória.

Os dois ficaram visivelmente surpresos. Haviam se encontrado apenas uma vez, no casamento, meses atrás e ainda assim ele lembrava perfeitamente seus nomes, mas nenhum comentou.

— Senhor Eduardo — responderam cordialmente.

Então ele seguiu em direção a Helena.

Henrique ainda estava ao lado dela, Eduardo parou diante dos dois e encarou Henrique friamente.

— Senhor Henrique… — disse em tom controlado. — Não sabia que tinha negócios ligados a este setor.

Henrique sustentou o olhar por um instante, mas havia tensão por trás do sorriso educado.

— Na verdade, estou apenas conhecendo tendências do mercado. — respondeu com naturalidade forçada. — Não quero atrapalhar vocês. Com licença.

E se afastou rapidamente. Eduardo acompanhou o movimento dele por um segundo antes de voltar os olhos para Helena. Então, para surpresa dela, sorriu. Um sorriso discreto, mas perigosamente charmoso.

— O que está fazendo aqui? — perguntou Helena, ainda surpresa.

— Recebi um convite da minha esposa.

O coração dela acelerou sem aviso. Antes que respondesse, Eduardo inclinou-se levemente na direção dela.

— E deveria sorrir para seu marido. — murmurou em voz baixa. — Todos estão olhando para nós.

Só então Helena percebeu. Os visitantes, empresários e até jornalistas observavam discretamente a cena. Laura, que conversava a certa distância com Bernardo e Bianca, olhava a cena como algo natural do marido apoiando a esposa, ao contrário dos primos que ficaram visivelmente surpresos, mas não fizeram comentários.

Eduardo aproximou-se mais e tomou a mão dela naturalmente.

Em poucos minutos, o comentário se espalhou pela feira: “a esposa de Eduardo Monteiro é uma das expositoras mais prestigiadas do evento.”

A movimentação ao redor do estande aumentou quase imediatamente. Eduardo lançou um olhar lento pelas peças expostas.

— Seu trabalho ficou excelente. — disse por fim. — Acho que valeu a pena salvar essa empresa da falência.

Helena conteve a reação diante da provocação velada.

Então, como se estivesse em seu próprio ambiente corporativo, Eduardo caminhou até um dos sofás do estande e sentou-se com elegância despreocupada, uma postura naturalmente altiva que atraía ainda mais atenção.

Pouco depois, dois seguranças discretamente se posicionaram próximos ao espaço. Os olhares e os comentários também.

Helena aproximou-se e sentou-se ao lado dele, mantendo o sorriso.

— Você está intimidando as pessoas.

Eduardo desviou os olhos para ela, tranquilo, aceitou uma taça de espumante servida por um garçom, pegou uma para ele e outra para ela.

— Pelo contrário. Estou ajudando nos negócios. — Dito isso ergueu a taça para que ela tocasse com a dela num brinde.

E, de certa forma, a presença de Eduardo causou mais alvoroço. O estande da Vasconcelos nunca estivera tão cheio.

Foi então que Eduardo percebeu a placa do espaço.

“Designer Responsável: Helena Vasconcelos.”

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