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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 74

Helena soltou um pequeno suspiro de surpresa ao sentir o corpo deixar o chão.

— Eduardo… por favor. Eu consigo andar.

Ele sequer diminuiu o passo.

— Não consegue. — A resposta veio firme.

Helena automaticamente segurou nos ombros dele. O peito de Eduardo estava rígido sob suas mãos, e ela percebeu o quanto ele parecia sólido… forte.

As pessoas ao redor abriram passagem imediatamente. Muitos observavam a cena sorrindo, encantados. Alguns cochichavam, outros fotografavam discretamente.

A interpretação era óbvia para todos: o empresário frio e inacessível carregando a esposa machucada nos braços como se ela fosse algo precioso.

Ao se aproximarem do carro, Nelson imediatamente abriu a porta para eles. Eduardo acomodou Helena com cuidado no banco de trás antes de dar a volta e sentar-se ao lado dela.

Assim que ele se acomodou, o carro começou a se mover, ele voltou a atenção para ela.

— Deixe-me ver. — Não era um pedido, era uma ordem.

Helena olhou para ele sem entender.

— O pé — esclareceu ele, já impaciente.

— Não foi nada. — Protestou ela.

— Mesmo assim, preciso ver se devo levá-la ao hospital.

Helena sentia um leve desconforto no pé e resistiu a ordem dele, Eduardo soltou um discreto suspiro de impaciência.

Então, sem cerimônia, inclinou-se na direção dela e segurou delicadamente seu tornozelo, erguendo a barra do vestido e o tecido deslizou pelas pernas de Helena, revelando mais do que ele esperava.

Por um instante, os olhos de Eduardo pousaram em suas belas pernas, iluminadas pelas luzes suaves do interior do carro. Algo despertou dentro dele de forma involuntária fazendo engolir em seco.

Helena percebeu imediatamente o olhar dele e, quase por instinto, puxou o vestido para baixo, cobrindo-se outra vez. O movimento pareceu despertar Eduardo.

O semblante dele voltou à frieza habitual enquanto os dedos examinavam o tornozelo dela com cuidado surpreendente.

— Não parece grave — concluiu após alguns segundos. — Você não torceu de verdade. Foi apenas um mau jeito.

Helena cruzou os braços, tentando ignorar a forma como o toque dele ainda era quente e perturbador, enquanto ele tocava em seu tornozelo, sensações desconhecidas percorreram seu corpo.

— Eu já sabia disso.

Eduardo ergueu os olhos lentamente para ela.

— Mesmo assim, estava quase sem conseguir andar.

— Porque alguém me carregou no colo diante da feira inteira.

Um leve brilho surgiu no olhar dele, quase divertido.

— E preferia cair na frente de todos?

Helena abriu a boca para responder… mas acabou desviando o olhar.

Porque, no fundo, o problema não era ter sido carregada, era o jeito como se sentira segura nos braços dele e aquela sensação ela ainda sentia e queria mais… muito mais.

Quando o carro parou diante da mansão, Nelson desceu imediatamente e abriu a porta do lado de Helena.

Ao mesmo tempo, Eduardo deu a volta pelo outro lado do veículo. Helena percebeu sua aproximação e tentou evitar outro contato constrangedor.

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