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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 77

Os dias passaram a ser longos e cansativos para Helena, quase sempre deixando o escritório tarde da noite. E foi justamente nessa rotina corrida que algo começou a chamar sua atenção.

O mesmo carro esportivo costumava permanecer estacionado do outro lado da rua, em frente ao prédio da empresa.

No início, ela não deu importância. Mas, naquele dia, ao sair do escritório, observou com mais atenção e percebeu uma sombra imóvel dentro do veículo, como alguém a observando de longe.

Uma sensação estranha passou por ela. Ainda assim, preferiu ignorar, talvez fosse apenas coincidência.

Xavier já a aguardava ao lado do carro, mantendo a porta aberta para ela.

— Boa noite, senhora.

— Boa noite, Xavier.

Helena entrou no veículo e lançou mais um olhar discreto para o carro parado na rua. Pouco depois, o veículo arrancou com um ruído alto.

*****

Quase todos os dias, Helena chegava em casa completamente exausta, encontrando a mansão mergulhada na penumbra das luzes indiretas e no mais absoluto silêncio. Ela nunca sabia se Eduardo já havia chegado… ou se sequer estava em casa.

Pela manhã, não era muito diferente. Os dois mal se encontravam.

Olga não fazia mais comentários sobre aquilo. Limitava-se a recebê-la com um sorriso gentil e discreto, como se percebesse muito mais do que dizia.

Já Maria e Neusa não escondiam os olhares tortos quando cruzavam com Helena pelos corredores da casa. Como se silenciosamente a culpasse pela distância entre o casal.

E, em meio à correria dos dias, Helena mal percebeu o tempo passar. Quando se deu conta o fim de semana havia chegado.

E com ele, a viagem inevitável para a chácara da avó de Eduardo.

*****

O dia estava lindo. O sol brilhava forte em um céu completamente límpido, e a brisa suave carregava o perfume das árvores e da terra úmida da chácara.

O carro dirigido por Eduardo parou diante da grande casa de campo. Logo atrás, vinha o veículo onde estavam Olívia e Gilberto.

Assim que viu os carros se aproximando, Carmen apareceu na varanda com um sorriso radiante no rosto. A animação era tanta que ela mesma desceu os degraus apressada.

Mas, para surpresa de todos, passou direto pelo neto e pela filha, indo abraçar Helena primeiro.

— Ah, minha querida… que bom que vocês chegaram!

Helena sorriu surpresa ao sentir o abraço caloroso da senhora. Carmen segurou delicadamente o rosto dela entre as mãos.

— Você está ainda mais bonita.

— Obrigada, senhora Carmen.

— Desse jeito vou acabar ficando com ciúmes. — comentou Eduardo, fingindo ofensa.

Carmen soltou uma risada baixa e finalmente voltou-se para o neto.

— Venha cá, meu menino.

Eduardo inclinou-se para beijar o rosto da avó, e Helena percebeu imediatamente a mudança em sua expressão. Os olhos dele, normalmente frios e distantes, tornavam-se mais suaves perto dela.

Depois de cumprimentar Olívia e Gilberto com entusiasmo, Carmen conduziu todos para dentro da casa. O ambiente era acolhedor, o cheiro do aroma de café e bolo recém-saído do forno se espalhou pela casa.

Durante algum tempo, conversaram sobre a viagem, a feira de mármore e granito e o sucesso inesperado da empresa de Helena e Clara.

Carmen parecia genuinamente orgulhosa.

— Sempre soube que você era talentosa, minha querida. — disse segurando a mão de Helena. — Mas confesso que fiquei impressionada com tudo que ouvi sobre a feira.

Helena sorriu, um pouco envergonhada pelos elogios. Foi então que Carmen bateu levemente as mãos, animada como uma criança escondendo um segredo.

— Agora chega de conversa. Tenho uma surpresa para vocês dois.

Eduardo arqueou levemente a sobrancelha.

— Vovó…

— Nada de reclamações. Venham comigo.

Sem dar chance para protestos, Carmen os levou para a parte mais afastada da propriedade. Helena observava tudo ao redor, não conhecia aquela área da chácara.

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