Ele usava uma calça clara de montaria perfeitamente ajustada às pernas longas, botas negras de couro polido e um blazer escuro elegante que ressaltava ainda mais sua postura imponente. A camisa branca impecável aberta discretamente na gola e o chapéu clássico de hipismo davam a ele uma aparência refinada e aristocrática.
Eduardo parecia ter saído diretamente de uma competição internacional e, ao mesmo tempo, carregava uma masculinidade naturalmente intimidadora.
Sentindo o olhar dela sobre si, ele ergueu os olhos lentamente. Helena desviou o olhar rápido demais, sentindo as faces aquecerem.
Então entrou no quarto evitando olhar para ele. Depois de alguns minutos, ela escolheu um conjunto de montaria em tom bege claro: calça justa, blazer preto acinturado que valorizava sua cintura, camisa branca de gola alta e botas longas de couro escuro. O chapéu clássico completava o visual típico de uma amazona.
Quando terminou de prender os cabelos em um rabo de cavalo e se olhou no espelho, quase não se reconheceu.
A roupa deixava sua postura mais elegante, refinada… e realçava suas curvas de maneira extremamente feminina.
Ao sair novamente, encontrou Eduardo esperando do lado de fora, ele ficou imóvel por um breve instante. Os olhos escuros percorreram Helena lentamente.
Da delicadeza do rosto ao caimento impecável da roupa em seu corpo, a maneira como o blazer marcava sua cintura e as longas pernas destacadas pela calça clara.
Helena percebeu o olhar dele imediatamente e sentiu o coração acelerar. Eduardo então aproximou-se devagar, mantendo a expressão controlada.
— Ficou bonita.
A voz saiu baixa e séria demais.
E aquilo, vindo dele, pareceu mais íntimo do que qualquer elogio exagerado.
*****
Quando voltaram para a área externa do haras, Carmen abriu um sorriso tão largo que parecia emocionada ao vê-los juntos.
— Meu Deus… vocês dois ficam lindos assim.
Olívia também sorriu, admirando o casal.
— Combinam perfeitamente.
Helena sentiu as faces aquecerem, enquanto Eduardo manteve a postura neutra de sempre, sem demonstrar nenhuma emoção, embora o olhar dele demorasse um instante a mais sobre ela.
Francisco já os aguardava próximo ao picadeiro oval de treinamento, onde os cavalos costumavam ser exercitados antes das cavalgadas mais longas.
A égua clara de Helena estava parada ao lado do imponente cavalo negro de Eduardo. Ao se aproximarem, Eduardo voltou-se para Helena.
— Venha. Vou ajudá-la.
Helena aproximou-se um pouco insegura do animal. A égua era alta muito maior do que ela imaginara.
— Acho que isso foi uma péssima ideia… — murmurou baixinho.
Eduardo quase sorriu.
— Não foi.
Então segurou sua cintura. O toque firme e quente fez Helena prender a respiração por um instante. Com facilidade, Eduardo ajudou ela a subir até a sela. Helena segurou-se rapidamente, um pouco tensa.
Lá do alto, olhou para ele com certa insegurança. Eduardo permanecia muito próximo, uma das mãos ainda apoiada em sua cintura para estabilizá-la.
— Calma. Ela é extremamente tranquila. Não vai derrubá-la.
Os olhos dos dois se encontraram. Por um breve momento, Helena pareceu esquecer completamente do cavalo. A proximidade dele era perigosamente desconcertante.
Eduardo então afastou-se devagar e pegou as rédeas da égua.
— Francisco, conduza ela primeiro.
— Sim, senhor.
Enquanto Francisco guiava a égua lentamente pelo picadeiro, Eduardo aproximou-se do cavalo negro.
O animal ergueu a cabeça imponente, como se reconhecesse o dono. Então, com naturalidade impressionante, Eduardo montou.
O movimento foi elegante, firme e perfeito. Como se homem e cavalo fossem uma extensão um do outro.
O corcel negro começou a trotar ao redor do picadeiro sob o comando de Eduardo, exibindo força e imponência enquanto ele o conduzia com domínio absoluto.
Helena não conseguiu desviar os olhos. A postura ereta, as mãos seguras nas rédeas e o controle impecável do animal.
Eduardo parecia ainda mais perigoso daquele jeito. Mais masculino, mais irresistível. Depois de alguns minutos exercitando o cavalo, ele aproximou-se novamente dela, a essa altura, Helena já parecia mais relaxada.
— Está vendo? Não é tão assustador.

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