Do quarto, Helena o viu partir pela janela. Observou o carro deixar a propriedade até desaparecer pelos portões da mansão.
Só então soltou um suspiro de pura tristeza, estava sozinha outra vez.
Tentando afastar aquela sensação estranha que a convivência na chácara deixara dentro dela, ligou para Clara avisando que já havia chegado e que pretendia aproveitar a tarde trabalhando em um novo projeto de cozinha planejada.
Depois disso, prendeu os cabelos, organizou alguns desenhos sobre a prancheta e tentou mergulhar no trabalho. Concentrar-se era a única maneira de parar de pensar em Eduardo ou no homem diferente que existira por alguns dias longe da cidade.
Estava começando os primeiros traços do projeto quando o celular tocou. Ao olhar a tela, viu o nome de Laura.
— Oi. Já voltou do retiro forçado na chácara? — perguntou Laura em tom divertido depois de trocarem algumas trivialidades.
Helena sorriu de leve.
— Voltei há pouco.
— Então ótimo. Você pode jantar comigo hoje?
Helena hesitou apenas por um instante antes de responder:
— Posso sim.
— Vou te mandar o endereço.
Depois que Laura passou o nome do restaurante e o horário, desligaram. Helena deixou o celular sobre a mesa e voltou a encarar os desenhos à sua frente.
*****
Eduardo acabava de entrar no escritório, seguido por Márcia e Murilo. Sem perder tempo, caminhou até sua ampla mesa.
— Como estão as coisas? — perguntou, acomodando-se na imponente cadeira.
— Reorganizei sua agenda de acordo com as prioridades. — informou Márcia de imediato, sempre eficiente. — Algumas reuniões foram remarcadas e os contratos mais urgentes estão separados.
Eduardo apenas assentiu.
Enquanto Márcia atualizava os principais assuntos pendentes, Murilo colocou algumas pastas sobre a mesa.
— Esses documentos precisam da sua revisão ainda hoje.
Eduardo abriu uma delas rapidamente, os olhos percorrendo os papéis com atenção. Após receberem novas instruções, Murilo e Márcia deixaram a sala.
Antes de sair, porém, Márcia avisou:
— O senhor Bruno Lima já chegou.
— Pode mandá-lo entrar.
Minutos depois, Bruno entrou na sala com o mesmo sorriso tranquilo e confiante de sempre no rosto bonito e calmo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Proibida de Amar Meu Marido