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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 90

Quando Helena e Laura se levantaram para ir embora, coincidentemente a mesa onde Bruno e dos outros estavam com ele também se ergueram quase ao mesmo tempo. Ao perceber isso, Laura apressou o passo, claramente tentando evitar qualquer aproximação de Rogério. Mas ele foi mais rápido e logo alcançou as duas.

— Laura! — chamou ele.

Ela não tinha a menor intenção de conversar e sequer diminuiu o ritmo. Porém, assim que chegaram do lado de fora, Rogério se adiantou e segurou seu braço.

— Me solta! — disse ela, visivelmente contrariada, puxando o braço de volta.

— Você disse que a gente podia conversar.

Laura cruzou os braços e o encarou friamente.

— Sim, eu disse. Mas isso não significa que você pode falar comigo toda vez que eu tiver o desprazer de te encontrar.

Enquanto os dois tentavam manter algum diálogo, Helena permaneceu alguns passos atrás, observando a cena em silêncio.

— Senhora Helena.

Ela voltou o olhar e encontrou Bruno a observando atentamente. Havia algo incomum em seus olhos, um brilho sereno, uma suavidade difícil de encontrar em homens como ele, e aquilo a desarmou por um instante.

— Senhor Bruno, o senhor deseja alguma coisa? — perguntou, estranhando a abordagem; mal se conheciam.

— Nada em especial. — A voz dele saiu profunda e calma. — Só queria lhe desejar uma boa noite.

— Obrigada. Uma boa noite para o senhor também.

Bruno permaneceu ali por mais alguns segundos, sustentando o olhar dela com uma intensidade silenciosa.

— Já que eu e Eduardo somos amigos, não precisa de tanta formalidade entre nós.

Helena hesitou brevemente antes de responder:

— Tudo bem.

Sem acrescentar mais nada, Bruno apenas fez um leve aceno de cabeça e se afastou. Lucas, que vinha logo atrás, passou por ela e a cumprimentou educadamente.

— Tenha uma boa noite, senhora.

— Boa noite. — respondeu Helena.

Ela observou os dois homens se afastarem e então voltou a atenção para Laura e Rogério, que ainda discutiam em voz baixa. Helena conseguiu ouvir quando ele a convidou para jantar em um outro dia, mas Laura recusou imediatamente. Depois, virou-se ainda com a cara fechada e caminhou até Helena.

— Vamos, Helena. O ar aqui está de péssima qualidade.

Helena não conseguiu conter o sorriso diante do comentário, mas, ao lançar um olhar para Rogério, agora claramente abatido, seu sorriso diminuiu. Por um momento, chegou até se solidarizar com ele.

— Você devia dar uma chance a ele — comentou Helena enquanto caminhavam lado a lado.

— Não posso ceder tão fácil assim. — Laura lançou um sorriso maroto. — Ele ainda precisa insistir mais um pouco.

— Então pretende voltar para ele?

— Talvez.

Helena balançou a cabeça, sorrindo discretamente para a amiga.

Quando chegaram perto do carro, Xavier já as aguardava. As duas se despediram, e Laura foi em direção ao seu veículo onde um motorista já a aguardava.

— Boa noite! — disse ela antes de entrar no carro e partir.

Helena se preparava para entrar no próprio carro quando percebeu, parado a poucos metros dali, o mesmo carro esportivo que já havia visto antes.

Ela estreitou o olhar, tomada pela curiosidade. Por um instante, pensou em se aproximar para verificar se havia alguém dentro. Mas, assim que deu os primeiros passos na direção do veículo, o motor rugiu e o carro arrancou rapidamente, desaparecendo na noite.

Helena ficou olhando para o farol vermelho até sumir numa curva.

*****

Ao chegar em casa, Helena encontrou tudo em silêncio. A mansão estava escura, iluminada apenas por algumas luzes indiretas.

Subindo as escadas, ela caminhou devagar até o quarto. Antes de entrar, porém, lançou um olhar para a grande porta da suíte principal. Nenhuma fresta de luz escapava por baixo da porta, deixando impossível saber se Eduardo estava ali ou não.

Com um suspiro cansado, ela entrou no próprio quarto.

Na manhã seguinte, ao descer para o café, encontrou Olga já à sua espera na cozinha.

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