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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 91

Depois de saírem do consultório, as duas seguiram para a empresa. O silêncio dentro do carro era absoluto. Helena mantinha o olhar perdido pela janela, enquanto Clara permanecia imóvel ao seu lado. Nenhuma das duas parecia saber o que dizer.

Ao passarem diante de uma igreja, Clara falou de repente:

— Xavier, pare o carro, por favor.

O motorista obedeceu imediatamente.

Helena acompanhou a mãe em silêncio até a entrada da igreja. O lugar estava quase vazio, envolto naquela quietude serena típica das igrejas

Sem trocar palavras, Clara caminhou até um dos bancos e se ajoelhou. Helena fez o mesmo um pouco mais atrás e cada uma mergulhou em sua própria oração.

Clara rezava em silêncio, pedindo coragem para enfrentar o desconhecido sem desmoronar diante da família. Não temia apenas pela própria vida, mas pelo sofrimento que aquilo poderia causar às pessoas que amava.

Helena, por sua vez, tentava desesperadamente encontrar forças para permanecer firme. Sua vida parecia desmoronar pouco a pouco diante de seus olhos, o casamento, os medos, as dúvidas e agora a possibilidade de perder a mãe tornava tudo ainda mais sufocante.

Mesmo separadas por alguns bancos, mãe e filha faziam o mesmo pedido.

Força e fé para enfrentarem o que estava por vir.

Depois de alguns minutos, Clara enxugou discretamente os olhos e se levantou. Helena também se ergueu em silêncio. Ao saírem da igreja, trocaram apenas um olhar breve, mas naquele instante não precisavam dizer nada. As duas entendiam exatamente a dor uma da outra.

*****

O restante da semana passou mais rápido do que Helena imaginava. Para evitar que a preocupação com a saúde de Clara as consumisse, mãe e filha mergulharam no trabalho e fingiram, da melhor forma possível, que tudo continuava normal. Mas era apenas aparência.

Todas as noites, ao voltar para casa, Helena encontrava a mansão mergulhada em silêncio e penumbra. Os corredores vazios e a ausência de Eduardo tornavam o ambiente ainda mais frio e sufocante.

Naquela noite, ela segurava um envelope nas mãos.

Era o convite para o aniversário de seus avós, que aconteceria naquele fim de semana. Como faziam aniversário no mesmo dia, a família organizaria uma grande comemoração reunindo parentes e amigos próximos.

Helena pretendia convidar Eduardo apenas por educação. Sabia que ele provavelmente não iria, mas Clara fizera questão de enviar o convite mesmo assim.

— Ele é seu marido — dissera a mãe. — Independentemente de qualquer coisa, precisa ser convidado.

Helena apenas assentiu. Não teve coragem de contar não via Eduardo nos últimos dias.

Já em seu quarto, enquanto se preparava para dormir, Helena pegou o celular na tentativa de distrair a mente.

Respondeu algumas mensagens de Cláudia e Amanda, reforçando o convite para o aniversário dos avós. Depois conversou um pouco com Laura, que prometeu comparecer à festa, e ainda participou das mensagens no grupo da família, onde todos discutiam os últimos preparativos da comemoração.

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