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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 93

Naquela noite, Eduardo finalmente retornou para casa, mas, ao entrar, deparou-se com a penumbra das luzes indiretas e o mais absoluto silêncio.

A mansão estava impecável, como sempre.

Ele afrouxou a gravata enquanto atravessava a sala. O som dos próprios passos parecia ecoar pelo ambiente grande e silencioso demais. Foi até a cozinha e encontrou tudo igualmente perfeito. As bancadas limpas, os utensílios organizados, nenhum sinal de movimento.

Ainda não eram oito da noite e Eduardo percebeu que sequer havia jantado.

Abriu a geladeira. Estava abastecida, organizada cuidadosamente, mas não havia sinal de que alguém estivesse em casa.

Sem pensar muito nisso, subiu para o andar de cima. Ao passar diante do quarto de Helena, notou as luzes apagadas. Não se importou de imediato, ela provavelmente chegaria logo.

Entrou em seu quarto, tomou banho e trocou de roupa. Mas quando voltou para o corredor, tudo permanecia exatamente igual.A mesma penumbra e o mesmo silêncio absoluto.

Eduardo desceu as escadas devagar, observando a casa ao redor. Apesar de todo o luxo que o cercava, nunca aquele lugar lhe parecia tão frio e vazio e sentiu uma solidão que há muito tempo não sentia.

Parou no meio da sala por alguns instantes, distraído pelos próprios pensamentos e então se lembrou de Helena de como ela sempre o esperava.

Não importava o horário em que ele chegasse, Helena permanecia acordada. Às vezes sentada na sala com um livro nas mãos, outras esperando silenciosamente na mesa de jantar apenas para lhe fazer companhia enquanto ele comia.

Sempre perguntava se ele havia se alimentado, sempre servia o jantar, sempre estava ali.

Eduardo jamais havia dado verdadeira importância àquilo, mas naquela noite, a ausência dela parecia ocupar todos os espaços da casa. Sentiu falta da presença de Helena, falta de vê-la esperando por ele.

Sem conseguir evitar, começou a se perguntar onde ela poderia estar.

*****

Helena havia acabado de jantar com Clara. Naquela noite, decidiu ficar na casa da mãe. Desde o casamento, não dormia mais ali.

Depois de arrumarem a cozinha juntas, as duas se acomodaram na sala. Como acontecia nos tempos mais difíceis, após terem ficado apenas uma com a outra no mundo, Helena se aconchegou nos braços da mãe em silêncio, buscando naquele abraço o mesmo conforto de anos atrás.

Clara acariciava lentamente os cabelos da filha quando perguntou com visível preocupação:

— Não vai voltar para casa?

— Não… Hoje quero ficar com a senhora.

E era verdade. Desde que saíram do consultório, Helena carregava uma angústia estranha no peito. Um medo silencioso, quase irracional, de que o tempo com a mãe estivesse se tornando precioso demais. Por isso queria aproveitar cada instante ao lado dela.

Clara percebeu a emoção escondida na voz da filha, mas não comentou. Apenas a abraçou um pouco mais forte.

— E seu marido? Ele não vai ficar aborrecido?

Helena soltou um pequeno sorriso amargo antes de suspirar.

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